A Operação Mafiusi, da Polícia Federal, investiga uma rede de tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em conexão com a máfia italiana, agora focando em suspeitas de lavagem de dinheiro. Informações de um delator levaram à identificação de movimentações financeiras em contas de empresas ligadas à facção, envolvendo nomes como Gusttavo […]
A Operação Mafiusi, da Polícia Federal, investiga uma rede de tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em conexão com a máfia italiana, agora focando em suspeitas de lavagem de dinheiro. Informações de um delator levaram à identificação de movimentações financeiras em contas de empresas ligadas à facção, envolvendo nomes como Gusttavo Lima, Valdemiro Santiago e Adilson Oliveira Coutinho Filho. Embora não estejam indiciados, todos devem ser convocados para depor.
O cantor sertanejo Gusttavo Lima, que pode ser candidato a vice na chapa do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, negou irregularidades, afirmando que a transação investigada refere-se à compra legal de uma aeronave. Valdemiro Santiago e Adilson Filho não comentaram sobre as acusações. O empresário Willian Barile Agati, apontado como o “concierge do PCC”, está preso desde janeiro e seu advogado defende sua inocência, destacando sua atuação em negócios legítimos.
Em relatório, o delegado Eduardo Verza afirmou que as transações financeiras revelam uma organização criminosa com ramificações nacionais e internacionais, utilizando empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos. As empresas ligadas a Agati, como a Starway Locação de Veículos e a Starway Multimarcas, movimentaram R$ 454,3 milhões entre 2020 e 2023, com indícios de serem de fachada.
A investigação também revelou que a empresária Maribel Golin, associada a Agati, teve movimentações financeiras de R$ 1,426 bilhão entre 2020 e 2022, com apenas 3,44% desse valor declarado como receita. A Balada Eventos, que administra a carreira de Gusttavo Lima, confirmou a compra da aeronave de forma legal, enquanto a defesa de Maribel negou qualquer relação próxima com Agati, afirmando que todas as transações são lícitas. Os demais citados não se manifestaram sobre as acusações.
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