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STF mantém prisão de Walter Braga Netto por suspeita de interferência em investigações

- A 1ª Turma do STF decidiu manter a prisão de Walter Braga Netto por unanimidade. - Braga Netto é acusado de interferir nas investigações sobre tentativa de golpe. - Depoimentos indicam que ele financiou ações golpistas com dinheiro em sacola de vinho. - O julgamento da denúncia contra ele e Jair Bolsonaro ocorrerá em 25 de março. - Se aceitas, as acusações transformarão os denunciados em réus no processo.

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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, preso desde 14 de dezembro. A decisão ocorreu após o julgamento do pedido de habeas corpus apresentado por seus advogados. O julgamento, que começou na semana anterior em plenário virtual, resultou em 5 […]

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, preso desde 14 de dezembro. A decisão ocorreu após o julgamento do pedido de habeas corpus apresentado por seus advogados. O julgamento, que começou na semana anterior em plenário virtual, resultou em 5 a 0 a favor da manutenção da prisão.

Braga Netto é investigado por suposta interferência nas investigações da tentativa de golpe de Estado. Em novembro, a Polícia Federal (PF) indiciou o general, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros do governo anterior por crimes relacionados ao golpe. A PF alega que Braga Netto tinha conhecimento e participou ativamente do financiamento de ações ilícitas, incluindo a entrega de dinheiro a golpistas em uma sacola de vinho.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, confirmou em sua delação que recebeu dinheiro de Braga Netto no Palácio da Alvorada, destinado à tentativa de golpe. Essa informação faz parte dos depoimentos de Cid, homologados pelo ministro Alexandre de Moraes. O julgamento da denúncia contra Bolsonaro e outros sete acusados está agendado para o dia 25 de março.

O presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin, programou três sessões para avaliar as acusações: uma extraordinária às 9h30 e uma ordinária às 14h do dia 25, além de outra extraordinária às 9h30 do dia 26. Se a denúncia for aceita, os acusados se tornarão réus no processo.

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