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Deputado é acusado de interferir em demolição de resort de luxo em Parada de Lucas

- O deputado estadual Val Ceasa é corregedor-substituto da Assembleia Legislativa. - Ele nega interferência na demolição do resort de luxo de Álvaro Santa Rosa. - Val Ceasa criticou a abordagem do estado em relação à demolição do imóvel. - O resort foi demolido em uma área marcada por conflitos e tráfico. - Val afirma não ter base eleitoral na região e defende uso da estrutura existente.

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O deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa (PRD), é acusado de ter influenciado o adiamento da demolição de um resort de luxo pertencente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Val, que ocupa o cargo de corregedor-substituto da Assembleia Legislativa há quase dois anos, negou as acusações em entrevista ao GLOBO, afirmando […]

O deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa (PRD), é acusado de ter influenciado o adiamento da demolição de um resort de luxo pertencente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Val, que ocupa o cargo de corregedor-substituto da Assembleia Legislativa há quase dois anos, negou as acusações em entrevista ao GLOBO, afirmando que não vê motivos para se licenciar de suas funções. Ele também refutou a alegação de que teria visitado o 16º BPM (Olaria) em dezembro de 2023 para interceder pela preservação do imóvel, que, segundo fontes, abrigava um suposto projeto social.

O resort, localizado em Parada de Lucas, foi demolido no início da semana e está situado em uma área conhecida como Complexo de Israel, uma designação não reconhecida oficialmente. Val Ceasa declarou que não possui base eleitoral na região, mas reiterou sua oposição à demolição, sugerindo que o estado poderia ter aproveitado a estrutura do clube para construir um DPO (Destacamento de Policiamento Ostensivo). Ele enfatizou que a abordagem do governo deveria ser mais construtiva, em vez de simplesmente demolir.

Em sua defesa, Val comparou as acusações a uma alegação infundada de assalto, afirmando que isso não o torna um suspeito. Ele se comprometeu a continuar exercendo suas funções na corregedoria, desconsiderando as denúncias como sem fundamento. O corregedor-geral, Chico Machado (Solidariedade), foi contatado pelo GLOBO, mas afirmou que ainda não havia lido a reportagem sobre o caso.

O aliado político de Val, Ulisses Marins (União), que não conseguiu se reeleger, também foi mencionado nas acusações, mas não retornou ao contato feito pela reportagem. A situação levanta questões sobre a ética e a conduta de parlamentares em relação a interesses pessoais e a preservação de bens públicos.

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