Desde janeiro de 2024, pelo menos 420 brasileiros foram deportados dos Estados Unidos, após a posse de Donald Trump. No último sábado, 15, o quarto voo de deportação trouxe 127 repatriados ao Brasil, pousando no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A aeronave, fretada pelo governo americano, transportou 97 homens, 30 mulheres, um adolescente, um […]
Desde janeiro de 2024, pelo menos 420 brasileiros foram deportados dos Estados Unidos, após a posse de Donald Trump. No último sábado, 15, o quarto voo de deportação trouxe 127 repatriados ao Brasil, pousando no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A aeronave, fretada pelo governo americano, transportou 97 homens, 30 mulheres, um adolescente, um idoso e nove crianças. Desses, 51 permaneceram em Fortaleza, enquanto 76 seguiram para Belo Horizonte.
Os deportados incluem pessoas que tentaram cruzar a fronteira entre os EUA e o México sem visto, além de outras que estavam no país de forma irregular e foram detidas pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Fronteiras dos EUA). Ao chegarem, relataram ter enfrentado humilhações e angústia durante a detenção. O primeiro voo sob o novo governo Trump ocorreu em 24 de janeiro, trazendo 158 brasileiros que relataram ter viajado algemados e sofreram maus-tratos.
A situação gerou indignação entre autoridades brasileiras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que o Ministério da Justiça proibisse o uso de algemas e determinou que a Polícia Federal e as Forças Armadas recepcionassem os deportados. O ministro Ricardo Lewandowski classificou o tratamento como um “flagrante desrespeito aos direitos fundamentais”. O chanceler Mauro Vieira também destacou a necessidade de que os voos respeitem “requisitos mínimos de dignidade e direitos humanos”.
Além dos voos de janeiro e do último sábado, outros dois ocorreram em fevereiro: um no dia 7, com 111 deportados, e outro no dia 21, com 94 passageiros, ambos aterrissando em Fortaleza. A crescente frequência das deportações e as condições enfrentadas pelos brasileiros têm gerado preocupações sobre os direitos humanos no processo.
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