A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou um processo administrativo para investigar possíveis irregularidades na nomeação de três ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para o conselho da metalúrgica Tupy (TUPY3). Os ministros da Previdência, Carlos Lupi, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, não […]
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou um processo administrativo para investigar possíveis irregularidades na nomeação de três ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para o conselho da metalúrgica Tupy (TUPY3). Os ministros da Previdência, Carlos Lupi, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, não solicitaram uma avaliação formal sobre conflitos de interesse antes de suas indicações.
As nomeações ocorreram em 2023, por meio da BNDES Participações (BNDESPar), que possui 28,19% das ações da Tupy. A situação foi encaminhada à Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência no final do ano passado, após a CVM solicitar esclarecimentos à empresa. A CEP emitiu um parecer favorável à participação dos ministros, mas o caso permanece em análise.
A CVM deve decidir em uma reunião marcada para segunda-feira (24) se abrirá um processo por violação ética, uma vez que os ministros não consultaram a CEP antes de assumir os cargos. A Tupy informou que a eleição de membros para o conselho segue suas políticas internas e é baseada na autodeclaração dos candidatos quanto ao cumprimento da legislação.
Os ministros afirmaram, por meio de suas assessorias, que passaram pelo processo do BNDES, que não identificou risco de conflito de interesses. A investigação da CVM poderá trazer novas implicações para os envolvidos e para a governança da empresa.
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