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Estrangeiro moldavo vive em abrigo há cinco meses após assalto em Santos

- Um moldavo vive em abrigo em Santos após ser assaltado e perder documentos. - A vereadora Débora Camilo cobra apoio da prefeitura para o recâmbio do homem. - A embaixada ajudou na emissão de passaporte, mas falta dinheiro para a passagem. - Passagens aéreas para a Moldávia custam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil, sem recursos disponíveis. - A falta de um protocolo municipal para repatriação agrava a situação do estrangeiro.

Um cidadão moldavo enfrenta dificuldades em Santos, São Paulo, após ser assaltado na rodoviária e perder documentos e dinheiro há cerca de cinco meses. Desde então, ele reside em um abrigo, aguardando auxílio para retornar ao seu país. A vereadora Débora Camilo (PSOL) protocolou um requerimento na Câmara Municipal, solicitando esclarecimentos sobre a falta de […]

Um cidadão moldavo enfrenta dificuldades em Santos, São Paulo, após ser assaltado na rodoviária e perder documentos e dinheiro há cerca de cinco meses. Desde então, ele reside em um abrigo, aguardando auxílio para retornar ao seu país. A vereadora Débora Camilo (PSOL) protocolou um requerimento na Câmara Municipal, solicitando esclarecimentos sobre a falta de progresso no processo de recâmbio do estrangeiro, cuja identidade não foi divulgada. A comunicação é um desafio, pois ele fala apenas romeno e russo, dificultando o atendimento.

A prefeitura de Santos negou que o moldavo não tenha recebido apoio, afirmando que ele está acolhido no Seabrigo, serviço municipal. A administração informou que a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) está em contato com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) para facilitar o recâmbio. Contudo, a ausência de um consulado moldavo no Brasil, apenas uma embaixada em Brasília, complica o processo. O cônsul honorário, Flávio Bitelman, confirmou que um passaporte emergencial foi providenciado, mas a questão financeira para a passagem aérea permanece.

O custo da passagem para Chisinau, capital da Moldávia, varia entre R$ 7 mil e R$ 10 mil, quantia que nem a prefeitura, nem o consulado, nem a família do moldavo conseguem arcar. A irmã do cidadão também declarou não ter condições financeiras para ajudar. A vereadora Camilo visitou o abrigo e constatou as dificuldades enfrentadas pelo estrangeiro e pela equipe de acolhimento, ressaltando a falta de suporte da administração municipal. Ela enfatizou que o recâmbio é um direito e que a prefeitura deve implementar políticas eficazes para ajudar cidadãos em situação semelhante.

A prefeitura ainda não se manifestou sobre o requerimento da vereadora nem sobre as ações que pretende tomar para resolver a situação do moldavo. A falta de um protocolo municipal para casos de repatriação e a ineficiência no atendimento a estrangeiros em vulnerabilidade social foram criticadas por Camilo, que aguarda respostas sobre o fluxo de repatriação adotado pela administração local.

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