As famílias da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, assassinados em 2018, ajuizaram uma ação de responsabilidade civil contra os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, condenados pelo crime. O processo, movido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, busca reparação financeira por danos morais e materiais, com o valor […]
As famílias da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, assassinados em 2018, ajuizaram uma ação de responsabilidade civil contra os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, condenados pelo crime. O processo, movido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, busca reparação financeira por danos morais e materiais, com o valor estimado em mais de R$ 7 milhões.
A ação foi protocolada dias antes do réveillon e inclui os pais e a filha de Marielle, além da viúva e do filho de Anderson. Os familiares alegam que o assassinato causou impactos emocionais e financeiros irreparáveis. A filha de Marielle, Luyara, dependia do sustento da mãe para seus estudos, enquanto Anderson era o provedor da família, que inclui um filho com uma doença congênita que requer cuidados médicos constantes.
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo IV Tribunal do Júri da Capital em outubro de 2024, recebendo penas de 78 anos e 9 meses e 59 anos e 8 meses, respectivamente. A ação cível não apenas solicita indenização por danos morais, mas também requer o pagamento de pensão vitalícia à família de Anderson e uma compensação financeira para os pais de Marielle.
A decisão de buscar reparação judicial reflete a luta das famílias por justiça e reconhecimento dos danos causados pela perda de seus entes queridos. O caso continua a ser um marco na discussão sobre violência e impunidade no Brasil.
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