O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último sábado, no Palácio da Alvorada, e confirmou sua intenção de permanecer no Senado, descartando a possibilidade de assumir um cargo ministerial. Apesar de ser cogitado para uma pasta no governo, Pacheco enfatizou que sua contribuição se dará por […]
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último sábado, no Palácio da Alvorada, e confirmou sua intenção de permanecer no Senado, descartando a possibilidade de assumir um cargo ministerial. Apesar de ser cogitado para uma pasta no governo, Pacheco enfatizou que sua contribuição se dará por meio da base aliada no Congresso. Durante a conversa, ele também deixou em aberto a chance de concorrer ao governo de Minas Gerais em 2026, sendo considerado o candidato preferido de Lula para o Palácio da Liberdade.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participou do encontro. Pacheco, segundo aliados, iniciou a reunião deixando claro seu desejo de continuar no Senado, evitando assim um possível constrangimento ao recusar um convite de Lula. O senador expressou interesse em trabalhar na Reforma do Código Civil, projeto que havia protocolado anteriormente, e se comprometeu a apoiar as pautas prioritárias do governo em 2025, incluindo a proposta de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil.
Articuladores políticos de Lula estavam buscando a inclusão de Pacheco no governo, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), manifestando interesse em discutir possíveis cargos na Esplanada dos Ministérios. Nos últimos meses, Lula havia reiterado em conversas privadas seu desejo de contar com Pacheco na equipe ministerial, visto como uma peça chave para a reforma ministerial.
Os ministérios mais mencionados para Pacheco eram o de Indústria e Comércio, atualmente sob a responsabilidade do vice-presidente Geraldo Alckmin, e o de Justiça, que é ocupado por Ricardo Lewandowski. A situação reflete a estratégia do governo em fortalecer sua base no Senado, enquanto Pacheco opta por manter sua posição atual.
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