O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) recorreu da decisão da Justiça Eleitoral que absolveu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por associá-lo ao PCC sem provas durante o segundo turno das eleições de 2024. Os advogados de Boulos afirmam que a declaração foi oportunista e teve finalidade eleitoral, destacando que Tarcísio utilizou […]
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) recorreu da decisão da Justiça Eleitoral que absolveu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por associá-lo ao PCC sem provas durante o segundo turno das eleições de 2024. Os advogados de Boulos afirmam que a declaração foi oportunista e teve finalidade eleitoral, destacando que Tarcísio utilizou seu cargo para dar credibilidade ao relato enquanto a votação ainda ocorria.
Na ocasião, Tarcísio alegou, sem evidências, que o PCC havia orientado o voto em Boulos, que concorria contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), apoiado pelo governador. A campanha de Boulos processou Tarcísio, Nunes e o vice, Mello Araújo (PL), por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação, mas todos foram absolvidos em primeira instância. O juiz Antonio Maria Patiño Zorz considerou que o abuso de poder não foi comprovado.
Na decisão, o juiz argumentou que a entrevista do governador não teve gravidade suficiente para interferir nas eleições e que Tarcísio não utilizou aparelho do Estado. Ele também ressaltou que a entrevista não foi convocada pelo governador e que tal prática é comum em pleitos eleitorais. Mesmo que as afirmações fossem verdadeiras, a divulgação no dia das eleições, com as urnas abertas, seria um abuso.
A defesa de Tarcísio não apresentou informações oficiais que sustentassem suas alegações, limitando-se a afirmar que o fato foi noticiado por um veículo de imprensa. A situação levanta questões sobre a responsabilidade de declarações feitas em períodos eleitorais e o impacto que podem ter na legitimidade do processo.
Entre na conversa da comunidade