Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), deixa um legado complexo após 12 anos à frente da entidade, marcada por desafios como a pandemia e escândalos de doping. Em uma entrevista, ele enfatizou a importância de manter a neutralidade política nos Jogos Olímpicos, afirmando que “o esporte deve ser politicamente neutro” para unir o […]
Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), deixa um legado complexo após 12 anos à frente da entidade, marcada por desafios como a pandemia e escândalos de doping. Em uma entrevista, ele enfatizou a importância de manter a neutralidade política nos Jogos Olímpicos, afirmando que “o esporte deve ser politicamente neutro” para unir o mundo. Bach destacou a convivência pacífica de atletas de diversas nacionalidades durante os Jogos de Paris, como os de Rússia e Ucrânia, e expressou confiança de que os Jogos de Los Angeles 2028 enfrentarão os desafios políticos atuais.
Apesar das tensões políticas, Bach acredita que o ex-presidente Donald Trump apoia os Jogos, citando sua defesa da candidatura de Los Angeles. No entanto, a administração Trump tem se envolvido em controvérsias, especialmente em relação à participação de atletas trans em competições femininas. Bach reconheceu que a discussão sobre elegibilidade de gênero é divisiva e criticou a desinformação que afeta atletas como Imane Khelif e Lin Yu-ting, que enfrentaram ataques e desqualificações.
Bach também abordou sua relação com Vladimir Putin, que se deteriorou após o escândalo de doping russo e a invasão da Ucrânia. Ele negou que sua amizade com Putin tenha influenciado decisões sobre a participação de atletas russos, defendendo que todos os atletas que seguem as regras devem ter o direito de competir. A situação da Rússia nos Jogos permanece incerta, especialmente com a aproximação das Olimpíadas de Milão-Cortina em 2026.
Por fim, Bach destacou as reformas implementadas no COI, como a inclusão da Equipe Olímpica de Refugiados e a paridade de gênero nos Jogos de Paris. Ele também mencionou a extensão do contrato de direitos de mídia com a NBC, garantindo a sustentabilidade financeira dos Jogos até 2036. Bach acredita que as mudanças na seleção de cidades-sede tornaram os Jogos mais acessíveis e sustentáveis, atraindo um número crescente de candidaturas para eventos futuros.
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