O ministro da Fazenda da Colômbia, Diego Guevara, apresentou sua renúncia nesta quarta-feira, dia 19, em um momento crítico para o governo do presidente Gustavo Petro, que busca controlar um crescente déficit orçamentário. Guevara ocupava o cargo desde dezembro de 2024 e sua saída marca a quarta mudança no ministério desde a posse de Petro […]
O ministro da Fazenda da Colômbia, Diego Guevara, apresentou sua renúncia nesta quarta-feira, dia 19, em um momento crítico para o governo do presidente Gustavo Petro, que busca controlar um crescente déficit orçamentário. Guevara ocupava o cargo desde dezembro de 2024 e sua saída marca a quarta mudança no ministério desde a posse de Petro em 2022. O presidente enfrenta desafios tanto da oposição quanto de aliados, especialmente após a proposta de aumento de impostos para lidar com um déficit fiscal de 6,8% do PIB, superando a meta de 5,6%.
A situação interna do governo se agravou após uma reunião ministerial televisionada, onde ministros, incluindo a vice-presidente Francia Márquez, expressaram descontentamento com a nomeação de Armando Benedetti, um político envolvido em controvérsias, para liderar o Gabinete. Desde então, Petro perdeu o apoio de vários ministros escolhidos no início de seu mandato. O Ministério da Fazenda já teve como titulares o economista José Antonio Ocampo, o político Ricardo Bonilla e o tecnocrata Guevara.
Guevara anunciou sua saída após uma conversa “calma e amigável” com Petro, mas relatos da mídia local, que foram negados pelo ministério, indicam divergências sobre estratégias para reduzir gastos. A incerteza política impactou o mercado, com o peso colombiano desvalorizando 1,7% em relação ao dólar após os primeiros rumores da renúncia, e uma queda adicional de 0,6% na manhã seguinte.
A renúncia de Guevara ocorre em um contexto de crescente pressão sobre o governo, que tenta implementar medidas para estabilizar a economia. A necessidade de um novo ministro da Fazenda levanta questões sobre a continuidade das políticas econômicas e a capacidade do governo de enfrentar os desafios fiscais que se intensificam.
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