A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina, anunciou uma greve de 24 horas para o dia 10 de abril. O secretário-geral da CGT, Héctor Dáer, destacou que a mobilização visa apoiar os aposentados e defender o setor produtivo. Entre as reivindicações, está um aumento emergencial para os aposentados, além de protestar […]
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina, anunciou uma greve de 24 horas para o dia 10 de abril. O secretário-geral da CGT, Héctor Dáer, destacou que a mobilização visa apoiar os aposentados e defender o setor produtivo. Entre as reivindicações, está um aumento emergencial para os aposentados, além de protestar contra a repressão policial em uma marcha que deixou 45 feridos em março.
Esta será a terceira greve desde que Javier Milei assumiu a presidência em dezembro de 2023. As duas anteriores ocorreram em janeiro e maio de 2024. A CGT também participará da marcha anual em memória dos desaparecidos da ditadura militar argentina, que ocorreu entre 1976 e 1983. Recentemente, manifestantes se reuniram para exigir melhorias nos benefícios dos aposentados, mas enfrentaram repressão policial, resultando em mais de uma centena de detidos.
Dáer expressou solidariedade à família do repórter fotográfico Pablo Grillo, que ficou gravemente ferido durante os protestos. Ele reiterou a necessidade de um aumento emergencial, uma vez que o benefício mínimo dos aposentados é de aproximadamente 265 dólares (R$ 1.500), recebido por quase 60% dos idosos. Além disso, pediu a retomada das obras públicas, que estão paralisadas devido a decisões políticas do governo atual.
O sindicalista enfatizou que muitas obras estão 80% a 90% concluídas e aguardam reabertura. A CGT busca, assim, pressionar o governo a atender suas demandas, enquanto a situação dos aposentados e a paralisação das obras públicas continuam a gerar descontentamento entre a população.
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