O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de janeiro. Débora ficou conhecida por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF durante a tentativa de golpe. […]
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de janeiro. Débora ficou conhecida por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF durante a tentativa de golpe. Moraes considerou Débora culpada de cinco crimes, incluindo golpe de Estado e dano qualificado, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República.
Além da pena de prisão, que deve ser cumprida em regime fechado, Moraes propôs que Débora pague solidariamente os danos causados na Praça dos Três Poderes, estimados em R$ 30 milhões. A cabeleireira já está presa preventivamente desde março de 2023, após ser detida pela Polícia Federal durante a Operação Lesa Pátria. O caso está em análise no plenário virtual e será votado pelos ministros da Primeira Turma do STF até o dia 28 de janeiro.
A frase pichada por Débora remete a uma resposta do ministro Luís Roberto Barroso a um manifestante em um protesto em Nova York, onde Barroso disse: “perdeu, mané, não amola”. Em sua defesa, Débora apresentou um pedido de desculpas pela pichação, alegando desconhecimento sobre o valor simbólico da obra e mencionou a vulnerabilidade emocional de seus filhos, mas teve o pedido de soltura negado.
Se a posição de Moraes for confirmada, Débora se juntará a outros condenados pelo STF pelos eventos de 8 de janeiro. O caso destaca a continuidade das ações judiciais contra aqueles envolvidos na tentativa de desestabilização do governo e na depredação de patrimônio público.
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