O deputado Capitão Augusto (PL-SP) implementou um sistema para contabilizar os votos dos parlamentares sobre um projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos na invasão e depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023. Até a última sexta-feira, o levantamento indicava 211 votos a favor e 91 contra, com 207 parlamentares ainda […]
O deputado Capitão Augusto (PL-SP) implementou um sistema para contabilizar os votos dos parlamentares sobre um projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos na invasão e depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023. Até a última sexta-feira, o levantamento indicava 211 votos a favor e 91 contra, com 207 parlamentares ainda sem manifestação. O projeto, que segue uma estratégia similar ao Mapa do Impeachment de Dilma Rousseff, foi revisado para maior precisão nas contagens.
No PL de Jair Bolsonaro, todos os 91 deputados afirmaram que votariam a favor da anistia. Entre os 44 deputados do Republicanos, 40 se mostraram favoráveis, representando 90% do total. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o andamento do projeto será decidido pelos líderes partidários. Inicialmente, seu voto foi contabilizado como a favor, mas foi alterado para “não decidido”.
No PSD, 28 dos 44 deputados confirmaram apoio à anistia, totalizando 59% de aprovação. Em outros partidos do Centrão, os índices de apoio são menores, com 33% no União Brasil e 30% no PP. O Novo, por sua vez, tem os quatro deputados a favor. A maior resistência vem do PT, onde 98% dos 67 deputados se opõem ao projeto, exceto a deputada Adriana Accorsi, cujo voto permanece neutro. No Psol, todos os 13 deputados são contrários à anistia.
Capitão Augusto acredita que o projeto será aprovado com facilidade, já que são necessários 257 votos para sua aprovação. A situação atual reflete um cenário polarizado, com forte oposição entre os parlamentares governistas e um apoio considerável entre os partidos da base aliada.
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