O governo brasileiro formou um grupo informal para proteger a primeira-dama, Janja da Silva, diante de ataques da oposição. O grupo, denominado “bunker de proteção”, inclui o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Recentemente, Janja tem enfrentado críticas intensas, especialmente em relação às suas […]
O governo brasileiro formou um grupo informal para proteger a primeira-dama, Janja da Silva, diante de ataques da oposição. O grupo, denominado “bunker de proteção”, inclui o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Recentemente, Janja tem enfrentado críticas intensas, especialmente em relação às suas viagens internacionais, que, segundo avaliações internas, têm gerado desgaste para o presidente Lula.
Janja embarcou para o Japão uma semana antes de Lula, participando de eventos relacionados à sustentabilidade e à COP30. Embora tenha ensaiado uma redução em sua exposição pública, a primeira-dama não abandonou suas viagens internacionais, como a participação na Cúpula Nutrição para o Crescimento em Paris. A oposição tem intensificado os ataques, levando a um consenso no governo de que a imagem de Janja está sendo afetada, apesar de nenhuma ação judicial contra ela ter prosperado até o momento.
A primeira-dama também tem buscado ajustar sua atuação, priorizando questões que considera essenciais, embora tenha desistido de representar o Brasil em eventos como a 69ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU, devido ao desgaste gerado por suas viagens. A pressão sobre Janja aumentou, especialmente após um incidente diplomático no G20, onde ela ofendeu o empresário Elon Musk, o que gerou críticas ao governo.
A popularidade de Lula está em baixa, com uma pesquisa indicando que 41% dos brasileiros consideram seu mandato ruim ou péssimo. Além disso, 58% dos entrevistados têm uma imagem negativa de Janja, um aumento significativo em relação a meses anteriores. A primeira-dama tem reduzido sua presença em eventos e ajustado suas postagens nas redes sociais, buscando evitar comentários hostis.
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