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Cuauhtémoc Blanco recebe apoio do Morena e mantém imunidade em meio a denúncia de violação

Morena mantém imunidade de Cuauhtémoc Blanco, ignorando pressão interna e pedidos da Justiça, alterando a dinâmica política na Câmara.

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O ex-governador de Morelos e atual deputado, Cuauhtémoc Blanco, enfrenta uma denúncia de tentativa de violação feita por sua irmã, Nidia Fabiola Blanco. O Congresso, sob a influência de seu partido, Morena, decidiu manter sua imunidade parlamentar, o que impede a Fiscalia de Morelos de processá-lo. A decisão requer que a promotoria apresente uma nova […]

O ex-governador de Morelos e atual deputado, Cuauhtémoc Blanco, enfrenta uma denúncia de tentativa de violação feita por sua irmã, Nidia Fabiola Blanco. O Congresso, sob a influência de seu partido, Morena, decidiu manter sua imunidade parlamentar, o que impede a Fiscalia de Morelos de processá-lo. A decisão requer que a promotoria apresente uma nova solicitação de desafuero ou aguarde o término do mandato de Blanco, que se estende por mais três anos, a menos que ele busque a reeleição.

A votação, que resultou em 291 votos a favor da manutenção do fuero, gerou descontentamento entre as deputadas de Morena, que pediam uma revisão do apoio a Blanco. A Sección Instructora, responsável por tramitar pedidos de desafuero, é controlada pelo partido, o que levanta questões sobre a transparência do processo. O Partido do Trabalho (PT) se distanciou da coalizão governista, criticando a proteção a Blanco, enquanto o Partido Revolucionário Institucional (PRI), tradicionalmente opositor, votou ao lado do governo.

Blanco, que se apresentou na tribuna para se defender, afirmou que as acusações são injustificadas e que está disposto a colaborar com a justiça, desde que mantenha sua imunidade. A deputada Lilia Aguilar, do PT, criticou a postura de Blanco, sugerindo que ele deveria renunciar ao cargo para enfrentar as acusações. O presidente da Sección Instructora, Hugo Eric Flores, defendeu a decisão de exonerar Blanco, alegando falhas na investigação da Fiscalía.

As tentativas de outros partidos, como Movimento Cidadão (MC) e Partido da Ação Nacional (PAN), de reverter a decisão foram infrutíferas. As deputadas argumentaram que a revisão do caso não implicaria uma condenação automática, mas sim uma nova análise das provas. A situação reflete tensões internas em Morena e a complexidade das alianças políticas no Congresso, especialmente considerando as implicações legais que envolvem outros líderes partidários.

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