O governo de Israel aprovou um orçamento de 620 bilhões de shekels (aproximadamente US$ 169 bilhões) no Parlamento, em 25 de dezembro de 2023. Essa medida visa garantir a continuidade da coalizão liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e aumentar os gastos com defesa em cerca de 20% para o ano de 2025. O aumento nos […]
O governo de Israel aprovou um orçamento de 620 bilhões de shekels (aproximadamente US$ 169 bilhões) no Parlamento, em 25 de dezembro de 2023. Essa medida visa garantir a continuidade da coalizão liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e aumentar os gastos com defesa em cerca de 20% para o ano de 2025. O aumento nos gastos é uma resposta aos conflitos em curso na Faixa de Gaza, no Líbano e em outras áreas.
O novo orçamento prevê que o déficit orçamentário possa atingir 4,9%, caso os conflitos se intensifiquem, conforme alertas de autoridades militares e políticas. A proposta foi aprovada com 66 votos a favor no Knesset, que possui 120 assentos. Netanyahu, que precisava aprovar o orçamento até o final do mês para evitar novas eleições, trabalhou para consolidar sua maioria parlamentar nas semanas anteriores.
A aprovação do orçamento gerou críticas da oposição, que argumenta que o aumento nos gastos discricionários favorece a coalizão de extrema direita de Netanyahu. Os opositores destacam que, apesar do aumento de impostos e cortes em outras áreas, os recursos estão sendo direcionados a projetos relacionados à herança judaica e seminários religiosos.
A situação financeira e política de Israel continua a ser desafiadora, com a necessidade de equilibrar os gastos com defesa e as demandas sociais. O orçamento aprovado reflete a prioridade do governo em lidar com as ameaças externas, ao mesmo tempo em que enfrenta a pressão interna por reformas e investimentos em outras áreas.
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