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Iwao Hakamada, ex-preso no corredor da morte, recebe US$ 1,4 milhão por erro judicial

Iwao Hakamada, ex-boxeador japonês, recebe indenização recorde de $1,4 milhão após ser absolvido de condenação injusta após 40 anos no corredor da morte.

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Um homem japonês que passou mais de 40 anos no corredor da morte até ser absolvido no ano passado recebeu uma indenização de 1,4 milhão de dólares (aproximadamente R$ 8 milhões). O Tribunal de Distrito de Shizuoka determinou que Iwao Hakamada, de 89 anos, receberá 217 milhões de ienes, o que equivale a cerca de […]

Um homem japonês que passou mais de 40 anos no corredor da morte até ser absolvido no ano passado recebeu uma indenização de 1,4 milhão de dólares (aproximadamente R$ 8 milhões). O Tribunal de Distrito de Shizuoka determinou que Iwao Hakamada, de 89 anos, receberá 217 milhões de ienes, o que equivale a cerca de 85 dólares por dia de sua condenação injusta. Hakamada foi sentenciado à pena capital em 1968 por um assassinato que não cometeu, e sua absolvição ocorreu após a comprovação de que as evidências usadas contra ele foram manipuladas.

Hakamada, ex-boxeador, foi condenado por um crime que ocorreu em 1966, mas sua sentença foi anulada em 2014 devido a novas evidências que levantaram dúvidas sobre a veracidade das provas apresentadas pela acusação. A decisão do tribunal de reverter a condenação foi considerada rara no Japão, onde a taxa de condenação é de 99%. O advogado de Hakamada, Hideyo Ogawa, afirmou que a indenização é a maior já concedida por uma condenação injusta no país, mas ressaltou que o valor não pode compensar o sofrimento que ele enfrentou.

Durante seu tempo no corredor da morte, Hakamada sofreu graves consequências psicológicas, levando sua irmã, Hideko, a lutar incansavelmente por sua liberdade. Ela descreveu que o irmão vive em um estado de delírio, incapaz de reconhecer a realidade após décadas de encarceramento. O caso de Hakamada trouxe à tona questões sobre o sistema de justiça criminal japonês e gerou um debate sobre a abolição da pena de morte no país.

A decisão judicial reconheceu que Hakamada foi submetido a interrogatórios desumanos e que as provas que o incriminaram foram fabricadas. O tribunal destacou que ele passou cerca de 33 anos em detenção preventiva, o que causou um sofrimento mental e físico extremo. A indenização, embora significativa, não é vista como suficiente para reparar os danos irreversíveis causados por sua longa prisão.

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