O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, refutou a ideia de que a Corte estaria condenando “velhinhas com a Bíblia na mão” durante o julgamento dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Em uma sessão da Primeira Turma, Moraes apresentou dados que contradizem essa narrativa, afirmando que 91% dos condenados […]
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, refutou a ideia de que a Corte estaria condenando “velhinhas com a Bíblia na mão” durante o julgamento dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Em uma sessão da Primeira Turma, Moraes apresentou dados que contradizem essa narrativa, afirmando que 91% dos condenados têm menos de 60 anos. Ele destacou que, das 497 ações penais julgadas, a maioria das penas foi inferior a três anos, muitas das quais convertidas em penas restritivas de direitos.
Durante sua fala, Moraes enfatizou que a afirmação de que o STF estaria punindo inocentes é “totalmente mentirosa”. Ele ressaltou que apenas 43 condenados têm mais de 60 anos, e apenas sete têm mais de 70 anos. O ministro também mencionou que 68% dos condenados são homens, desmistificando a ideia de que a maioria das penas recai sobre mulheres idosas.
O julgamento atual envolve a análise da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados, acusados de tentativa de golpe. Moraes, que é o relator do inquérito, apresentou um “tutorial” para facilitar o acesso da defesa às provas, refutando alegações de que os advogados não tinham acesso aos documentos necessários.
Além disso, o ministro destacou que, das 497 condenações, 240 resultaram em penas de um ano, enquanto 205 receberam penas de 14 anos ou mais. A maior pena aplicada foi de 17 anos e seis meses. Moraes concluiu sua fala alertando sobre a disseminação de desinformação nas redes sociais, que distorcem os fatos sobre as condenações.
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