A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após críticas sobre o uso de vídeos dos atos de 8 de janeiro durante o julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados réus por tentativa de golpe. Hoffmann enfatizou que “não foi um […]
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após críticas sobre o uso de vídeos dos atos de 8 de janeiro durante o julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados réus por tentativa de golpe. Hoffmann enfatizou que “não foi um ataque com batom, foi uma tentativa violenta de golpe de estado”, ressaltando a gravidade dos eventos.
A ministra criticou os ataques e mentiras direcionados a Moraes, afirmando que isso apenas evidencia a responsabilidade dos investigados. Ao exibir os vídeos, Moraes reavivou a memória da brutalidade contra a democracia, segundo Hoffmann. Ela também mencionou que a narrativa de que o STF estaria condenando inocentes é infundada, destacando que “não se viam bíblias na Praça, mas cenas de violência extrema”.
Na quarta-feira, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, tornar Bolsonaro e seus aliados réus por uma suposta tentativa de golpe ocorrida em 2022, após a vitória de Lula nas eleições. A exibição dos vídeos aconteceu no último dia do julgamento, enquanto o presidente da turma, Cristiano Zanin, finalizava seu voto. A denúncia foi aceita com um placar de 5 a 0.
O governo, por meio do núcleo de ministros próximo a Lula, orientou que não haja comentários públicos sobre a análise da denúncia contra Bolsonaro, considerando que a decisão é estritamente judicial e não cabe ao governo se posicionar sobre o assunto.
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