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Lula nomeia Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras após acordo de conciliação

Lula amplia influência na Eletrobras com indicações de ex-ministros e acordo que redefine obrigações da empresa em relação à Eletronuclear.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira, a indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras. Além dele, foram sugeridos para o Conselho de Administração os ex-ministros Silas Rondeau e Nelson Hubner, assim como Maurício Tolmasquim, atual diretor de Transição Energética da Petrobras. Essas indicações […]

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira, a indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras. Além dele, foram sugeridos para o Conselho de Administração os ex-ministros Silas Rondeau e Nelson Hubner, assim como Maurício Tolmasquim, atual diretor de Transição Energética da Petrobras. Essas indicações surgem após a assinatura de um acordo que fortalece a influência do governo na empresa.

O acordo, que foi mediado pelo Supremo Tribunal Federal, permite que a União amplie sua participação no Conselho de Administração da Eletrobras, que foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Com a privatização, a União perdeu o controle da empresa, mas manteve uma participação de cerca de 40%. A nova estrutura de governança busca reverter algumas limitações impostas pela privatização, que restringiam o poder de voto dos acionistas.

A assembleia-geral ordinária da Eletrobras, marcada para 27 de abril, analisará as indicações feitas pelo governo. O acordo também redefine as obrigações da Eletrobras em relação à Eletronuclear, suspendendo a obrigatoriedade de investimentos na construção da usina nuclear de Angra 3, caso o governo decida prosseguir com o projeto.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a conciliação é um passo importante para a estabilidade econômica do Brasil, promovendo investimentos essenciais para o crescimento do país. A medida visa garantir uma maior participação da União nas decisões estratégicas da Eletrobras, refletindo a intenção do governo de aumentar sua influência na gestão da empresa.

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