O governo federal anunciou um aumento de 9% no soldo dos militares das Forças Armadas, que será implementado em duas etapas. A primeira parte, de 4,5%, terá início em 1º de abril de 2024, enquanto a segunda, também de 4,5%, será aplicada em 1º de janeiro de 2026. O soldo é a remuneração básica dos […]
O governo federal anunciou um aumento de 9% no soldo dos militares das Forças Armadas, que será implementado em duas etapas. A primeira parte, de 4,5%, terá início em 1º de abril de 2024, enquanto a segunda, também de 4,5%, será aplicada em 1º de janeiro de 2026. O soldo é a remuneração básica dos militares, e o aumento foi oficializado em uma medida provisória assinada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.
Para os cargos mais altos, como almirantes de esquadra, generais do Exército e tenentes-brigadeiros, o soldo passará de R$ 13.471 para R$ 14.077 em abril e chegará a R$ 14.711 em 2026. Já os militares em posições mais baixas, como recrutas e soldados, verão seus salários aumentarem de R$ 1.078 para R$ 1.127 em abril e para R$ 1.177 no próximo ano. O reajuste abrange militares da ativa, da reserva e pensionistas.
O impacto financeiro desse aumento nas contas públicas está estimado em R$ 3 bilhões, conforme a Lei Orçamentária Anual de 2025. Este é o primeiro aumento significativo desde o governo de Dilma Rousseff, que em 2015 havia concedido um reajuste de 25% em quatro parcelas até 2019. Além disso, em 2023, durante a gestão de Jair Bolsonaro, houve um aumento relacionado à reestruturação das carreiras militares.
O reajuste foi resultado de negociações entre o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado. O aumento reflete um compromisso do governo com as Forças Armadas e busca valorizar os profissionais que atuam na defesa do país.
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