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Seguradora aumenta plano de saúde de adolescente autista em 379% e mãe busca Justiça

Professora busca Justiça após reajuste de 379% no plano de saúde do filho com autismo, ameaçando suas terapias essenciais.

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A professora Sabrina Rocha, de Guarulhos, acionou a Justiça contra a operadora Care Plus após o plano de saúde de seu filho, de 13 anos, sofrer um aumento anual de 379%, passando de R$ 1.014 para R$ 4.860. O garoto, que tem autismo, depende de terapias essenciais oferecidas pelo convênio. O aumento foi descoberto ao […]

A professora Sabrina Rocha, de Guarulhos, acionou a Justiça contra a operadora Care Plus após o plano de saúde de seu filho, de 13 anos, sofrer um aumento anual de 379%, passando de R$ 1.014 para R$ 4.860. O garoto, que tem autismo, depende de terapias essenciais oferecidas pelo convênio. O aumento foi descoberto ao verificar os boletos no DDA (Débito Direto Automático), e a operadora emitiu um boleto de R$ 8.715, que inclui cobranças retroativas.

A comunicação sobre o reajuste chegou apenas dez dias antes do vencimento da fatura, informando que o aumento, previsto para dezembro de 2024, foi antecipado para abril. As cobranças retroativas de fevereiro e março seriam parceladas em abril e maio. Sem respostas satisfatórias da operadora, Rocha decidiu buscar a Justiça, expressando sua preocupação com a possibilidade de não conseguir pagar o convênio e, consequentemente, deixar o filho sem terapia.

Este não é o primeiro conflito de Rocha com a Care Plus. Em 2023, ela obteve uma liminar para reverter o cancelamento do plano de saúde, e no ano anterior, a operadora já havia aumentado o valor mensal de R$ 700 para R$ 1.014, além de restringir o acesso a algumas terapias. Atualmente, Guilherme recebe fisioterapia, terapia ocupacional e atendimento psicológico, enquanto as sessões de psicopedagogia são pagas pela mãe.

A deputada estadual Andréa Werner (PSB), defensora dos direitos dos autistas, denunciou o caso ao Ministério Público de São Paulo, solicitando a abertura de um inquérito contra a Care Plus por reajustes excessivos. A parlamentar destacou que há indícios de que esses aumentos podem estar direcionados a contratos de pessoas com deficiência, o que configuraria discriminação e violação dos direitos humanos e do direito à saúde.

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