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Brasileiros protestam contra decreto que restringe cidadania italiana e acumulam 52 mil assinaturas

Novo decreto italiano restringe cidadania por "jus sanguinis" a filhos e netos de italianos nascidos na Itália, gerando protestos globais.

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Milhares de descendentes de italianos em todo o mundo estão se mobilizando contra um novo decreto-lei aprovado na Itália, que altera as regras para a cidadania por jus sanguinis. O decreto, que limita o reconhecimento da cidadania apenas a filhos e netos de cidadãos nascidos na Itália, gerou uma petição online que já conta com […]

Milhares de descendentes de italianos em todo o mundo estão se mobilizando contra um novo decreto-lei aprovado na Itália, que altera as regras para a cidadania por jus sanguinis. O decreto, que limita o reconhecimento da cidadania apenas a filhos e netos de cidadãos nascidos na Itália, gerou uma petição online que já conta com mais de 52 mil assinaturas. A iniciativa foi criada pela ítalo-brasileira Fabíola Leardini e é intitulada “Ripudio al D.L. Tajani 28/03/25”.

Os signatários da petição consideram o decreto uma traição à herança italiana, ressaltando que a Itália tem uma rica tradição de emigração. “Milhões de descendentes mantêm viva a cultura e a identidade italiana ao redor do mundo”, afirma o texto da petição. A indignação é especialmente forte no Brasil, onde há uma grande comunidade de descendentes de italianos. Anteriormente, qualquer pessoa com um ancestral vivo após 1861 poderia solicitar a cidadania.

Além da revogação do decreto, os descendentes pedem melhorias nos serviços consulares e maior valorização das comunidades italianas no exterior. Em 2024, mais de 20 mil brasileiros obtiveram a cidadania italiana, um aumento de 42% em relação ao ano anterior. A nova legislação pode interromper milhares de processos em andamento e já aumentou em 100% a taxa para emissão de documentos, que passou de 300 euros para 600 euros.

O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, justificou as mudanças afirmando que é necessário tornar o sistema mais eficiente, embora tenha garantido que o princípio do jus sanguinis não será abolido. A pressão internacional sobre o governo italiano deve persistir nos próximos meses, e a avaliação dos pedidos de cidadania será centralizada em um órgão especializado em Roma a partir de 2026.

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