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Estatais federais ampliam quadro de pessoal em dois anos de governo Lula, com foco em hospitais

Estatais federais ampliam quadro de pessoal em 8.524 empregados, gerando debate sobre a eficiência das contratações e a gestão pública.

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As estatais federais do Brasil interromperam a redução de pessoal observada em gestões anteriores e, nos primeiros dois anos do governo Lula, aumentaram o número de empregados. Ao final de 2024, o total de funcionários cresceu em 8.524, representando uma alta de 2% em relação a 2022. Entre as empresas que dependem do Tesouro Nacional, […]

As estatais federais do Brasil interromperam a redução de pessoal observada em gestões anteriores e, nos primeiros dois anos do governo Lula, aumentaram o número de empregados. Ao final de 2024, o total de funcionários cresceu em 8.524, representando uma alta de 2% em relação a 2022. Entre as empresas que dependem do Tesouro Nacional, o aumento foi ainda mais expressivo, com 11.097 novas contratações, equivalente a 13%.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela Ebserh, que administra hospitais universitários e contratou 7.733 novos profissionais, um aumento de 19%. Segundo Daniel Beltrammi, vice-presidente da empresa, as contratações são essenciais para a prestação de serviços públicos e para a formação educacional. Especialistas reconhecem que, em alguns casos, como o da Ebserh, a expansão é justificável, pois gera retornos sociais, embora a eficiência de cada estatal deva ser avaliada individualmente.

Por outro lado, a Petrobras, que aumentou seu quadro em 3.715 funcionários (alta de 8%), enfrenta críticas sobre a necessidade dessas contratações, especialmente considerando que a empresa já havia reduzido seu efetivo em gestões anteriores. A Petrobras justifica as novas contratações como parte de um processo de expansão de suas atividades e investimentos, com US$ 111 bilhões previstos até 2029.

Enquanto algumas estatais, como o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, também registraram aumentos em seus quadros, outras, como os Correios e a Caixa, realizaram cortes significativos, somando 7.426 demissões. O Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos argumenta que a elevação do número de funcionários em algumas estatais é necessária para repor cargos vagos e atender a novas demandas de serviços.

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