Em Brasília, uma planta de reciclagem exibe o rosto de María Carolina de Jesús, autora de “Cuarto de despejo”, que retratou a vida de recicladores nos anos cinquenta. Aline Sousa, atual líder da Central de Cooperativas de Trabalho de Materiais (CENTCOOP), segue o legado de Carolina, enfatizando que “a fome foi criada por quem não tem fome”. Desde jovem, Aline trabalhou com sua avó na coleta de materiais recicláveis e hoje dirige uma das maiores centrais de recicladores do mundo, que processa cerca de doze mil toneladas de resíduos anualmente.
Apesar dos avanços, Aline destaca que no Distrito Federal, sessenta por cento do material reciclável coletado pelo serviço público é perdido devido a manuseio inadequado. A coleta porta a porta realizada por cooperativas especializadas, no entanto, apresenta uma taxa de reciclagem superior a oitenta por cento. Aline e Carolina representam uma realidade em que mais de setenta por cento dos trabalhadores na reciclagem no Brasil são mulheres, e mais de oitenta por cento são negras, segundo dados do Atlas do Reciclaje.
Aline tem se destacado como ativista, dialogando com autoridades para garantir direitos aos recicladores. A Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos reconhece esses trabalhadores como essenciais na gestão de resíduos, mas a implementação ainda enfrenta desafios. Com um salário médio de R$ 250,00 mensais, Aline enfatiza a luta diária de seus colegas, que enfrentam a fome e a precariedade. Em 2021, Aline teve um encontro significativo com o presidente Lula, onde pediu ajuda para isentar impostos durante a pandemia, um momento que mudou sua trajetória.
Recentemente, Aline foi escolhida para entregar a faixa presidencial a Lula, representando um marco para os recicladores. Sua imagem se tornou símbolo de resistência e luta por direitos, embora tenha enfrentado ameaças após o assalto ao Congresso em janeiro de 2022. Aline, que se despede da liderança da CENTCOOP em 2025, considera a criação de uma creche e uma cozinha comunitária como seus maiores legados, iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias.
Em Brasília, uma planta de reciclagem exibe o rosto de María Carolina de Jesús, autora de “Cuarto de despejo”, que retratou a vida de recicladores nos anos cinquenta. Aline Sousa, atual líder da Central de Cooperativas de Trabalho de Materiais (CENTCOOP), segue o legado de Carolina, enfatizando que “a fome foi criada por quem não tem fome”. Desde jovem, Aline trabalhou com sua avó na coleta de materiais recicláveis e hoje dirige uma das maiores centrais de recicladores do mundo, que processa cerca de doze mil toneladas de resíduos anualmente.
Apesar dos avanços, Aline destaca que no Distrito Federal, sessenta por cento do material reciclável coletado pelo serviço público é perdido devido a manuseio inadequado. A coleta porta a porta realizada por cooperativas especializadas, no entanto, apresenta uma taxa de reciclagem superior a oitenta por cento. Aline e Carolina representam uma realidade em que mais de setenta por cento dos trabalhadores na reciclagem no Brasil são mulheres, e mais de oitenta por cento são negras, segundo dados do Atlas do Reciclaje.
Aline tem se destacado como ativista, dialogando com autoridades para garantir direitos aos recicladores. A Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos reconhece esses trabalhadores como essenciais na gestão de resíduos, mas a implementação ainda enfrenta desafios. Com um salário médio de R$ 250,00 mensais, Aline enfatiza a luta diária de seus colegas, que enfrentam a fome e a precariedade. Em 2021, Aline teve um encontro significativo com o presidente Lula, onde pediu ajuda para isentar impostos durante a pandemia, um momento que mudou sua trajetória.
Recentemente, Aline foi escolhida para entregar a faixa presidencial a Lula, representando um marco para os recicladores. Sua imagem se tornou símbolo de resistência e luta por direitos, embora tenha enfrentado ameaças após o assalto ao Congresso em janeiro de 2022. Aline, que se despede da liderança da CENTCOOP em 2025, considera a criação de uma creche e uma cozinha comunitária como seus maiores legados, iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias.
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