As comunidades indígenas no Peru ocupam quase um terço do território nacional, mas enfrentam a exploração de suas terras por indústrias que não reconhecem seus direitos. Atualmente, novecentas e vinte e duas comunidades (34% do total) não possuem a titulação de suas propriedades, o que as torna vulneráveis a invasões e atividades extrativas. O advogado do Instituto de Defesa Legal, Juan Carlos Ruiz Montoya, afirma que “uma comunidade sem título é uma porta aberta” para a exploração.
Ermeto Tuesta, especialista em georreferenciamento, tem sido essencial na formalização dos territórios indígenas. Desde a década de noventa, ele trabalha para mapear comunidades, permitindo que elas reivindiquem legalmente suas terras. Líderes indígenas, como Oscar Chingkun, reconhecem a importância do trabalho de Tuesta, afirmando que “sem Ermeto, nos teria custado anos” conseguir a titulação.
Apesar dos avanços, a proteção dos territórios ainda é precária. Nos últimos dez anos, quarenta por cento dos lotes petrolíferos na Amazônia se sobrepuseram a terras indígenas, resultando em mais de cento e vinte mil hectares desmatados. A jornalista Rocío Silva Santiesteban destaca que “o papel não basta”, enfatizando a necessidade de controle estatal para proteger as comunidades.
Atualmente, Tuesta atua na Indian Law Resource Center, onde continua a monitorar projetos de titulação na América Latina. Seu trabalho resultou na oficialização de mapas que agora fazem parte da cartografia nacional, permitindo que os povos indígenas reivindiquem seus direitos. No entanto, a luta pela proteção de suas terras permanece arriscada, com mais de quarenta defensores ambientais assassinados no Peru desde dois mil e quatorze, refletindo a constante ameaça que enfrentam.
As comunidades indígenas no Peru ocupam quase um terço do território nacional, enfrentando a exploração de suas terras por indústrias sem reconhecimento legal. Atualmente, 922 comunidades indígenas (34% do total) não possuem a titulação de suas propriedades, o que as torna vulneráveis a invasões e atividades extrativas. O advogado do Instituto de Defesa Legal, Juan Carlos Ruiz Montoya, destaca que “uma comunidade sem título é uma porta aberta” para a exploração.
Ermeto Tuesta, especialista em georreferenciamento, tem sido fundamental na formalização dos territórios indígenas. Desde os anos noventa, ele tem trabalhado para mapear comunidades, permitindo que elas reivindiquem legalmente suas terras. O trabalho de Tuesta é reconhecido por líderes indígenas, como Oscar Chingkun, que afirma que “sem Ermeto, nos teria custado anos” conseguir a titulação.
Apesar dos avanços, a proteção dos territórios ainda é precária. Nos últimos dez anos, 40% dos lotes petroleros na Amazônia se sobrepuseram a terras indígenas, resultando em mais de 120 mil hectares desmatados. A jornalista Rocío Silva Santiesteban ressalta que “o papel não basta”, enfatizando a necessidade de controle estatal para proteger as comunidades.
Atualmente, Tuesta atua na Indian Law Resource Center, onde continua a monitorar projetos de titulação na América Latina. Seu trabalho resultou na oficialização de mapas que agora fazem parte da cartografia nacional, permitindo que os povos indígenas reivindiquem seus direitos. Contudo, a luta pela proteção de suas terras permanece arriscada, com mais de 40 defensores ambientais assassinados no Peru desde 2014, refletindo a constante ameaça que enfrentam.
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