O ministro Alexandre de Moraes, do STF, disse em uma entrevista que, se Joseph Goebbels, que era o responsável pela propaganda nazista, tivesse acesso à rede social X, os nazistas teriam dominado o mundo. Ele explicou que a extrema direita percebeu, durante a Primavera Árabe, que as redes sociais podiam mobilizar pessoas sem precisar de intermediários. Inicialmente, os algoritmos dessas plataformas eram usados para vender produtos, mas logo se tornaram ferramentas para conquistar poder político.
Moraes também falou sobre Jair Bolsonaro, afirmando que ele é inelegível até 2030 devido a duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro não acredita que o STF possa reverter essas decisões. Ele comentou que, embora a esposa e os filhos de Bolsonaro possam se candidatar nas próximas eleições, nenhum deles tem o mesmo relacionamento com as Forças Armadas que o ex-presidente.
Além disso, Moraes criticou as grandes plataformas digitais, dizendo que elas querem controlar o mundo e ignorar as leis de cada país. Ele destacou que as redes sociais têm um grande poder de influência e geram muito dinheiro com publicidade, o que as torna capazes de afetar eleições. O ministro defendeu que é necessário regular essas plataformas, alertando que elas buscam se tornar imunes às leis nacionais.
Por fim, Moraes mencionou que a extrema direita utiliza um tipo de populismo que, em vez de desafiar as instituições democráticas, afirma que elas estão corrompidas. Ele ressaltou que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos ainda estão aprendendo a lidar com essa nova situação política.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou em entrevista à revista New Yorker que, se Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do regime nazista, tivesse acesso à plataforma X, os nazistas teriam conquistado o mundo. Moraes destacou que a extrema direita reconheceu, durante a Primavera Árabe, o potencial das redes sociais para mobilizar pessoas sem intermediários. Ele observou que, inicialmente, os algoritmos eram usados para fins comerciais, mas logo se tornaram ferramentas para a conquista de poder político.
Moraes também comentou sobre a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele possui duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornam inelegível até 2030. O ministro não vê possibilidade de reversão dessas sentenças pelo STF. Além disso, ele destacou que, embora familiares de Bolsonaro, como Michelle e seus filhos, possam concorrer nas próximas eleições, nenhum deles possui o mesmo vínculo com as Forças Armadas que o ex-presidente.
O ministro criticou as grandes plataformas digitais, afirmando que elas buscam controlar o mundo e driblar jurisdições nacionais. Moraes descreveu as redes sociais como o maior poder atual, capaz de influenciar eleições e gerar receitas publicitárias significativas. Ele defendeu a necessidade de regulamentação dessas plataformas, alertando que elas pretendem criar uma nova Companhia das Índias Orientais para garantir sua imunidade às leis nacionais.
Por fim, Moraes mencionou que a extrema direita pratica um populismo estruturado que, em vez de desafiar diretamente as instituições democráticas, alega que elas estão corrompidas. Ele ressaltou que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos ainda não aprenderam a reagir adequadamente a essa nova dinâmica política.
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