O juiz argentino Manuel García-Mansilla, que foi nomeado para a Suprema Corte pelo presidente Javier Milei, decidiu deixar o cargo depois que o Senado rejeitou sua indicação. Essa situação é importante porque é a primeira vez desde 1983 que o Senado não aceita indicações feitas pelo presidente. Na votação, García-Mansilla recebeu 51 votos contra e apenas 20 a favor. O outro indicado, Ariel Lijo, também foi rejeitado, com 43 votos contra.
Milei fez essas nomeações em fevereiro, dizendo que o Senado estava em silêncio sobre o assunto. A saída de García-Mansilla acontece em meio a críticas sobre sua idoneidade e a de Lijo, que enfrentou acusações sérias. O governo argentino se manifestou contra a decisão do Senado, afirmando que a rejeição foi por motivos políticos e não por questões de competência.
A Human Rights Watch considerou a ação de Milei um ataque à independência da Suprema Corte. O governo disse que o Senado se tornou um obstáculo, priorizando interesses pessoais em vez de garantir o funcionamento do Judiciário. García-Mansilla afirmou que sua saída poderia ajudar a focar em problemas urgentes. Até o momento, Milei não comentou sobre a renúncia.
O juiz argentino Manuel García-Mansilla, nomeado por decreto para a Suprema Corte pelo presidente Javier Milei, renunciou ao cargo após sua rejeição pelo Senado. Esta decisão marca um novo revés para Milei em sua relação com o Legislativo, já que é a primeira vez desde a redemocratização, em mil novecentos e oitenta e três, que o Senado descarta indicações presidenciais. A votação resultou em cinquenta e um votos contra e apenas vinte a favor de García-Mansilla, enquanto Ariel Lijo, o outro indicado, recebeu quarenta e três votos contra.
Milei havia feito as nomeações em fevereiro, justificando que o Senado “optou pelo silêncio” em relação às indicações. A renúncia de García-Mansilla ocorre em um contexto de críticas à sua idoneidade, especialmente em relação a Lijo, que enfrentou acusações de conspiração e corrupção. O governo argentino repudiou a decisão do Senado, alegando que a rejeição foi motivada por questões políticas e não por idoneidade.
A Human Rights Watch classificou a ação de Milei como um dos ataques mais graves à independência da Suprema Corte desde a volta da democracia. O governo afirmou que o Senado se transformou em uma “máquina de obstrução”, priorizando a proteção de interesses pessoais em vez de garantir o funcionamento do Judiciário. A situação levanta preocupações sobre a politização da Justiça e seu impacto na democracia argentina.
García-Mansilla expressou em comunicado que sua permanência no cargo não facilitaria a integração do Supremo Tribunal e que sua renúncia poderia ajudar a focar na resolução de problemas urgentes. Até a última atualização, Milei não havia comentado sobre a renúncia do juiz.
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