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PGR não investiga uso de avião da FAB por ministro do STF em viagem a jogo de futebol

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, descarta investigação sobre uso de avião da FAB por Alexandre de Moraes em evento privado.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu que não vai investigar a viagem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em um avião da Força Aérea Brasileira. Essa viagem aconteceu no dia 26 de março, de Brasília para São Paulo, e foi seguida pela presença do ministro na final do Campeonato Paulista, entre Corinthians e Palmeiras. Um advogado havia pedido que o caso fosse apurado.

Gonet explicou que não vê ligação entre a viagem e o evento privado, afirmando que as reclamações não mostram que houve desvio de dinheiro público, mas sim descontentamento com os custos normais de segurança e transporte para um membro do STF. Ele também disse que não há motivos legais para que o Ministério Público investigue.

Segundo um decreto de 2021, autoridades como o vice-presidente e os presidentes do Senado, da Câmara e do STF podem usar aviões do Comando da Aeronáutica. O ministro da Defesa pode liberar o uso de aeronaves para outras autoridades em casos de emergência ou segurança. Vale lembrar que, antes da viagem de Moraes, a Primeira Turma do STF, da qual ele faz parte, tornou réus Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por tentativas de golpe em 2022. A decisão de Gonet surge em um momento de debates sobre o uso de recursos públicos por autoridades.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anunciou que não abrirá investigação sobre a viagem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em um avião da Força Aérea Brasileira. A viagem ocorreu no dia 26 de março, de Brasília a São Paulo, e foi seguida pela presença do ministro na final do Campeonato Paulista, entre Corinthians e Palmeiras. Um advogado havia solicitado a apuração do caso.

Gonet afirmou que “não há relação entre o evento privado (jogo de futebol) e o apontado transporte público”. Ele destacou que as representações apresentadas não demonstram desvio de recursos públicos, mas sim descontentamento com os custos normais de segurança e transporte para um membro da alta Corte do País. O procurador também mencionou que não há questões de legalidade que justifiquem uma investigação pelo Ministério Público.

De acordo com o Decreto 10.267, de 2021, autoridades como o vice-presidente da República e os presidentes do Senado, da Câmara e do STF têm direito a transporte aéreo em aeronaves do Comando da Aeronáutica. O ministro da Defesa pode autorizar o uso de aeronaves para outras autoridades em casos de emergência médica, segurança ou viagens a serviço.

Vale lembrar que, horas antes da viagem de Moraes, a Primeira Turma do STF, da qual ele faz parte, tornou réus Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão de Gonet sobre a viagem do ministro ocorre em um contexto de intensas discussões sobre o uso de recursos públicos e a responsabilidade de autoridades.

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