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Polícia Civil de Santa Catarina desmantela esquema de coleta ilegal de biometria para fraudes financeiras

Polícia Civil de Santa Catarina desmantela esquema de coleta ilegal de biometria facial, lesando mais de 50 vítimas em fraudes bancárias.

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A Polícia Civil de Santa Catarina desmantelou um esquema que coletava ilegalmente dados de biometria facial para conseguir empréstimos. A operação aconteceu em São Paulo, Volta Redonda e Joinville. Um funcionário de empresas de telefonia estava simulando vendas de linhas de celular para obter informações das vítimas e abrir contas em bancos digitais.

As fraudes só eram percebidas quando as pessoas descobriam que estavam com o nome sujo, mesmo sem ter feito qualquer negócio com os bancos. Com os dados biométricos, os criminosos conseguiam acessar pequenos empréstimos, prejudicando mais de cinquenta pessoas e empresas. Em Joinville, o órgão de defesa do consumidor recebeu mais de mil e quinhentas reclamações sobre empréstimos que as pessoas não contrataram.

A Polícia Civil ressaltou que esses dados biométricos são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e são um direito importante dos cidadãos. A operação não só combate fraudes, mas também destaca a necessidade de proteger as informações pessoais na internet.

A Polícia Civil de Santa Catarina realizou uma operação para desmantelar um esquema de coleta ilegal de biometria facial, utilizado para obter empréstimos bancários. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Volta Redonda e Joinville. As investigações revelaram que um funcionário de empresas de telefonia simulava vendas de linhas de celular, aproveitando-se da situação para coletar dados biométricos das vítimas e abrir contas em bancos digitais.

As fraudes eram detectadas apenas quando as vítimas se viam negativadas em serviços de proteção ao crédito, mesmo sem ter qualquer relacionamento com as instituições financeiras. Com os dados biométricos, os criminosos conseguiam acessar microcréditos, lesando mais de cinquenta pessoas físicas e jurídicas. Nos últimos doze meses, o órgão de proteção ao consumidor de Joinville registrou mais de mil e quinhentas reclamações relacionadas a consignados não contratados.

A Polícia Civil destacou que os dados biométricos sensíveis, adquiridos de forma clandestina, são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e representam um direito fundamental do cidadão, conforme previsto na Constituição Federal. A operação visa não apenas coibir fraudes, mas também reforçar a importância da proteção de dados pessoais em meios digitais.

As ações da polícia refletem um esforço contínuo para combater fraudes financeiras e proteger os consumidores, especialmente em um contexto onde o uso indevido de dados pessoais se torna cada vez mais comum. A investigação ressalta a necessidade de vigilância e conscientização sobre a segurança das informações pessoais.

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