- Audiência pública nesta terça-feira, 8 de abril de 2025, pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara criticou avanços de pautas vistas como contrárias ao meio ambiente e aos povos indígenas, responsabilizando o governo Lula por explorar petróleo e gás.
- O encontro reuniu líderes de diversas regiões do país, dentro do 21º Acampamento Terra Livre, com foco na crise climática e nos impactos de grandes empreendimentos de energia em terras indígenas.
- Carolina Marçal, do ClimaInfo, afirmou que há contradição entre o discurso de liderança climática global e a ampliação da exploração de combustíveis fósseis, citando o Bloco 59 como exemplo questionável para a transição energética.
- O líder indígena Kretã Kaingang, da Arpinsul, disse que o governo dialoga com a OPEP+, pretende liderar a exportação de petróleo, mas muitos povos não têm energia elétrica adequada.
- Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, ressaltou que procedimentos sobre territórios devem partir do direito de decisão dos povos; hoje há 834 empreendimentos em territórios indígenas, com mais de 170 na Paraíba, e houve apontamento sobre a falta de consulta livre, prévia e informada (Constituição 169 da OIT).
A Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira, 8 de abril de 2025, audiência pública da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais. O tema foi o avanço de pautas associadas a petróleo, gás e impactos ambientais em terras indígenas. A sessão integrou a 21ª edição do Acampamento Terra Livre.
Participaram líderes regionais e associações ligadas ao meio ambiente que criticaram a postura do governo federal. Eles apontaram contradição entre a defesa de liderança climática e a ampliação de atividades fósseis no país. A audiência teve como objetivo ouvir preocupações sobre crise climática e impactos de grandes empreendimentos energéticos.
A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) convocou o debate, inserido no contexto do Atl. O grupo argumentou que a política ambiental não pode abrir frentes de exploração sem consultas efetivas aos povos originários. O evento reuniu representantes de diversas regiões.
Segundo a fala de Carolina Marçal, do ClimaInfo, há percepção de contrassenso entre o discurso verde do governo e a ampliação de combustíveis fósseis. A região do Amazonas foi citada como exemplo dessa tensão entre liderança climática e novas frentes de exploração.
Kretã Kaingang, da Arpinsul, criticou a política de transição energética, afirmando que o governo dialoga com a OPEP+ e busca liderar exportação de petróleo, enquanto muitos povos não têm acesso à energia elétrica básica. Ele destacou a necessidade de respeitar decisões sobre territórios.
Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas, ressaltou que decisões sobre territórios devem partir do direito dos povos a decidir sobre o que os afeta. A fala reforçou a exigência de consulta livre, prévia e informada, conforme a Convenção 169 da OIT.
Ao longo da audiência, foi destacada a existência de 834 empreendimentos em operação ou em tramitação em terras indígenas, com mais de 170 na Paraíba. A ausência de consulta adequada foi apontada como falha fundamental no processo de licenciamento.
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Fontes apontam que a discussão segue para próximos passos legislativos e para o monitoramento de impactos. Entidades ambientais reforçam a necessidade de alinhamento entre políticas de proteção ambiental e direitos dos povos indígenas, com participação efetiva nos processos decisórios.
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