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Ultradireita atrai jovens homens em meio a declínio econômico e educativo

A crise econômica e educacional entre homens jovens impulsiona o apoio à ultradireita, revelando uma crescente desigualdade de gênero.

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A ultradireita está ganhando apoio entre os jovens, especialmente entre os homens, e um novo relatório do European Policy Centre explica que isso pode estar ligado ao declínio econômico e educacional desses jovens. O estudo mostra que 17,2% dos homens com menos de 25 anos votaram em partidos ultradireitistas nas eleições europeias de 2024, quase o dobro do apoio das mulheres, que foi de 9,5%. Na Espanha, a situação é ainda mais preocupante, com 4,6 homens votando em Vox para cada mulher nessa faixa etária.

O relatório destaca que muitos homens jovens estão enfrentando dificuldades em áreas como renda, emprego e educação, especialmente na classe trabalhadora. Dados recentes mostram que 48,8% das mulheres entre 25 e 34 anos têm diploma universitário, enquanto apenas 37,6% dos homens têm. Além disso, a taxa de abandono escolar é maior entre os meninos, com 15,8% deixando os estudos sem concluir, em comparação com 10% das meninas.

Essa frustração dos homens jovens é intensificada pela sensação de que estão ficando para trás em relação às mulheres, o que alimenta um discurso antifeminista. O relatório também menciona que, embora os homens jovens enfrentem problemas semelhantes aos das mulheres, a narrativa conservadora os faz se verem como vítimas, culpando o feminismo por suas dificuldades. Essa situação é discutida em ambientes online, onde se misturam discursos de misoginia e ideias de masculinidade ameaçada.

O analista sugere que é importante mudar a forma como se fala sobre masculinidade e criar políticas sociais que ajudem todos os jovens, independentemente do gênero. Ele acredita que incluir os homens jovens nas discussões sobre desigualdade de gênero é essencial para entender melhor as razões do apoio à ultradireita.

A ascensão da ultradireita entre jovens, especialmente homens, tem sido objeto de análise, com um novo relatório do European Policy Centre, assinado pelo analista Javier Carbonell, apontando o declínio econômico e educacional desses jovens como um fator crucial. O estudo revela que 17,2% dos homens menores de 25 anos apoiaram partidos ultradireitistas nas eleições europeias de 2024, quase o dobro do apoio feminino, que foi de 9,5%. Em particular, a Espanha apresenta uma disparidade alarmante, com 4,6 homens votando em Vox para cada mulher nessa faixa etária.

Carbonell destaca que esse declínio se manifesta em diversas áreas, como renda, emprego e educação, afetando principalmente a classe trabalhadora. Dados do Eurostat de 2023 mostram que 48,8% das mulheres entre 25 e 34 anos possuem diploma universitário, em comparação a 37,6% dos homens. Além disso, a taxa de abandono escolar é maior entre os meninos, com 15,8% deixando os estudos sem conclusão, em contraste com 10% das meninas.

O relatório também menciona que a frustração dos jovens homens é exacerbada pela percepção de que estão ficando para trás em relação às mulheres, o que alimenta um discurso antifeminista. Carbonell observa que, enquanto os homens jovens enfrentam dificuldades semelhantes às mulheres, a narrativa conservadora os incentiva a se verem como vítimas, culpando o feminismo por suas desvantagens. Essa dinâmica é explorada na “manosfera digital”, onde se combinam discursos de misoginia e ideais de virilidade ameaçada.

Por fim, o analista sugere que é fundamental renovar o discurso sobre masculinidade e implementar políticas sociais que beneficiem todos os jovens, independentemente do gênero. Ele defende que a inclusão dos homens jovens nas discussões sobre desigualdade de gênero é essencial para abordar as causas profundas do apoio à ultradireita.

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