A Conselharia de Meio Rural e Política Agrária de Asturias decidiu permitir a caça de até 53 lobos, o que representa 15% da população local, estimada em 345 animais. Essa mudança ocorreu após o Congresso retirar a proteção especial da espécie, permitindo a caça controlada. O objetivo é equilibrar a proteção dos lobos com a segurança da pecuária na região.
Asturias é a segunda comunidade a autorizar a caça, seguindo Cantabria, que já permitiu a morte de 41 lobos, correspondendo a 20% de sua população. A nova regra estabelece períodos específicos para a caça, de janeiro a abril e de setembro a dezembro, além de permitir a remoção de lobos que causem danos em outros meses. A caça será feita por agentes ambientais e pessoas autorizadas.
A Associação para a Conservação e Estudo do Lobo Ibérico criticou essa decisão, afirmando que não há necessidade de caçar lobos e que a medida visa apenas ganhar apoio político. O presidente da associação disse que tomará medidas assim que a decisão de Asturias for oficializada. Estudos mostram que os lobos ocupam 83% do território de Asturias, com uma população estimada entre 360 e 405 animais, incluindo 45 grupos. Em 2024, foram registrados danos em mais de 3.200 cabeças de gado, um aumento significativo em relação a anos anteriores. O custo das indenizações também cresceu, totalizando cerca de 1,5 milhão de euros no último ano. Um novo regulamento foi criado para tornar o processo de indenização mais rápido e transparente.
A Consejería de Medio Rural y Política Agraria do Principado de Asturias autorizou a caça de até 53 lobos, o que representa 15% da população estimada de 345 exemplares na região. Essa decisão foi tomada após a aprovação de uma nova legislação pelo Congresso, que retirou a espécie do Listado de Especies Silvestres en Régimen de Especial Protección (Lespre). O objetivo é equilibrar a conservação do lobo com a proteção da ganadería (pecuária).
Asturias se torna a segunda comunidade a permitir a caça do lobo, seguindo Cantabria, que já autorizou o abate de 41 lobos, correspondendo a 20% de sua população. A nova legislação estabelece períodos específicos para a caça, de janeiro a abril e de setembro a dezembro, além de permitir extrações pontuais entre maio e agosto para exemplares que causem danos. A caça será realizada por agentes ambientais e pessoal autorizado.
A Associação para a Conservação e Estudo do Lobo Ibérico (Ascel) criticou a decisão, afirmando que não há necessidade para a medida e que ela visa apenas obter votos de grupos extremistas. O presidente da Ascel, Ignacio Martínez, declarou que a associação tomará medidas assim que a decisão de Asturias for publicada. Ele destacou que a quantidade de lobos a serem caçados é superior a 50% do máximo histórico de capturas antes de 2019, quando a espécie não era protegida.
Estudos recentes indicam que o lobo ocupa 83% do território asturiano, com uma população estimada entre 360 e 405 animais, incluindo 45 manadas. Em 2024, foram confirmados danos em 3.257 cabeças de gado, um aumento de 19,70% em relação a 2021. O custo das indenizações também cresceu, alcançando R$ 1,5 milhão no ano passado. O novo regulamento de indenizações visa aumentar a agilidade e a transparência nos processos administrativos relacionados a danos causados pela fauna selvagem.
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