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Ex-prefeito de Nova Friburgo é condenado por desvio de verbas de emergência após tragédia em 2011

Ex-prefeito de Nova Friburgo e ex-secretário são condenados por desvio de verbas destinadas a vítimas das chuvas de 2011. Justiça determina ressarcimento de R$ 171 mil cada.

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Dermeval Barboza, que foi prefeito de Nova Friburgo, e José Ricardo Carvalho de Lima, ex-secretário municipal, foram condenados por desvio de dinheiro público que deveria ajudar as vítimas das chuvas de 2011 na Região Serrana do Rio. A Justiça Federal decidiu que eles devem passar quase 10 anos na prisão e devolver R$ 171 mil cada um.

O esquema envolveu contratações irregulares durante a calamidade, quando as chuvas causaram cerca de 900 mortes e deixaram muitas pessoas sem casa. O Ministério Público Federal informou que eles fizeram contratações sem licitação e direcionaram serviços a empresas específicas usando documentos falsos. Além deles, um empresário também foi condenado. As investigações mostraram que os réus se aproveitaram da situação de emergência para fraudar os processos de contratação, prejudicando a ajuda que deveria ser dada às vítimas.

Dermeval Barboza, ex-prefeito de Nova Friburgo, e o ex-secretário municipal José Ricardo Carvalho de Lima foram condenados por desvio de verbas públicas destinadas ao socorro de vítimas das chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio em 2011. A decisão da Justiça Federal, que é passível de recurso, impôs penas de nove anos, dez meses e dez dias de reclusão a ambos, além de um ressarcimento de R$ 171 mil cada um.

O esquema criminoso envolveu contratações irregulares durante o estado de calamidade pública, quando as chuvas resultaram em cerca de 900 mortes e milhares de desabrigados. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os réus realizaram contratações sem licitação, direcionando serviços a empresas específicas por meio de orçamentos falsos e outros documentos irregulares.

Além de Barboza e Lima, um empresário também foi condenado no mesmo caso. As investigações revelaram que os envolvidos se aproveitaram da situação emergencial para fraudar os processos de contratação, comprometendo a ajuda destinada às vítimas do desastre natural, considerado uma das maiores tragédias ambientais do Brasil.

As condenações refletem a necessidade de responsabilização em casos de corrupção, especialmente em situações que envolvem recursos destinados a atender a população em situações de vulnerabilidade. O caso destaca a importância da fiscalização e da transparência na gestão de verbas públicas.

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