O governo do Pará anunciou que vai instalar estruturas metálicas em Belém, chamadas inicialmente de “árvores artificiais”, como parte das preparações para a COP30, que acontecerá em novembro. Essa ideia gerou críticas de grupos locais, incluindo o movimento COP do Povo, que representa comunidades indígenas e tradicionais. Devido à repercussão negativa, o governo mudou o nome para “jardins suspensos”.
Essas estruturas, feitas de vergalhões reaproveitados, foram projetadas para oferecer sombra e ventilação em lugares onde não é possível plantar árvores normais. A arquiteta Naira Carvalho, da Secretaria de Obras Públicas do Pará, disse que a ideia se inspirou em soluções urbanas de Cingapura. O projeto também inclui o plantio de árvores reais, com mais de 180 árvores e 80 jardins suspensos no Parque Linear da Doca, e mais de 70 árvores e 100 jardins na Avenida Tamandaré.
No entanto, especialistas criticam essa abordagem, afirmando que as “árvores artificiais” parecem mais uma estratégia de marketing do que um verdadeiro compromisso com a sustentabilidade. A arquiteta Adriana Sandre, da Universidade de São Paulo, destacou que a proposta foca na aparência em vez de soluções duradouras. O climatologista Carlos Nobre também mencionou que um plano de reflorestamento urbano com árvores reais seria mais benéfico para a região.
A Secretaria de Obras Públicas defendeu o projeto, afirmando que ele busca resolver a falta de solo nas áreas onde será implementado. Contudo, especialistas ressaltam que restaurar florestas urbanas poderia trazer muitos benefícios, como a redução da temperatura e da poluição, além de melhorar a saúde pública. A falta de planejamento e o tempo necessário para o crescimento das árvores reais foram criticados, mostrando a importância de políticas que priorizem soluções sustentáveis.
O governo do Pará anunciou a instalação de estruturas metálicas em Belém, inicialmente chamadas de “árvores artificiais”, como parte das obras para a COP30, programada para novembro. A proposta gerou críticas de grupos locais, como o movimento COP do Povo, que representa comunidades indígenas e tradicionais. Após a repercussão negativa, o governo alterou a nomenclatura para “jardins suspensos”.
As estruturas, feitas com vergalhões reaproveitados, foram projetadas para fornecer sombra e ventilação em áreas onde o plantio de árvores convencionais não é viável. A arquiteta Naira Carvalho, da Secretaria de Obras Públicas do Pará (SEOP), afirmou que a ideia foi inspirada em soluções urbanas de Cingapura. O projeto inclui também o plantio de árvores reais, com mais de 180 árvores e 80 jardins suspensos no Parque Linear da Doca, e mais de 70 árvores e 100 jardins na Avenida Tamandaré.
Especialistas criticam a iniciativa, argumentando que as “árvores artificiais” refletem uma abordagem de marketing verde, em vez de um compromisso real com a sustentabilidade. A arquiteta Adriana Sandre, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo, destacou que a proposta prioriza a estética em detrimento de soluções duradouras. O climatologista Carlos Nobre também apontou que um plano de reflorestamento urbano com árvores reais seria mais eficaz para a região.
A SEOP defendeu o projeto, afirmando que ele visa contornar a falta de solo nas áreas de intervenção. No entanto, especialistas ressaltam que a restauração florestal urbana poderia trazer benefícios significativos, como a redução da temperatura e da poluição, além de melhorar a saúde pública. A falta de planejamento e tempo para o crescimento das árvores reais foi criticada, evidenciando a necessidade de políticas públicas que priorizem soluções sustentáveis e duradouras.
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