Um grupo chamado Estados Unidos de Kailasa, liderado por Nithyananda Paramashivam, foi expulso da Bolívia por arrendar ilegalmente terras de comunidades indígenas. Eles entraram no país como turistas e prometeram ajuda financeira e ambiental, mas não tinham reconhecimento legal. Os contratos que assinaram com os povos Baure, Cayubaba e Ese Eja davam a Kailasa direitos sobre o espaço aéreo e os recursos naturais por mil anos, além de reconhecer o grupo como um estado soberano. No entanto, os indígenas não conheciam o grupo antes de assinar.
O jornal boliviano El Deber denunciou a falta de validade dos contratos, que eram inconstitucionais. O governo da Bolívia não reconhece Kailasa como um estado e, após a repercussão, deportou vinte membros do grupo, incluindo homens, mulheres e crianças de várias nacionalidades. Nithyananda, o líder, tem um histórico criminal na Índia e está foragido.
Pedro Guasico, um líder indígena, contou que foi contatado por um representante de Kailasa e, diante da crise climática que enfrentavam, a comunidade decidiu assinar o contrato, mas depois se arrependeu ao perceber as cláusulas abusivas. O governo boliviano afirmou que não tem relações diplomáticas com Kailasa, enquanto o grupo tentava fazer acordos semelhantes em outros países da América do Sul.
Especialistas alertam que a atuação de Kailasa pode estar ligada ao mercado de créditos de carbono, que permite negociar direitos sobre terras indígenas. Os contratos assinados pelo grupo podem ameaçar a autonomia dos povos indígenas, que podem ser enganados ao buscar ajuda para enfrentar crises ambientais. O advogado de Kailasa negou que o grupo tenha interesse em mercados de carbono, afirmando que o objetivo é apoiar os povos indígenas.
Um grupo religioso autoproclamado como Estados Unidos de Kailasa, liderado por Nithyananda Paramashivam, foi expulso da Bolívia após arrendar ilegalmente terras indígenas. O grupo, que entrou no país como turistas, prometeu apoio financeiro e ambiental, mas não tinha reconhecimento legal. Os acordos firmados com os povos Baure, Cayubaba e Ese Eja incluíam a cessão de direitos sobre o espaço aéreo e recursos naturais por mil anos, além de reconhecer Kailasa como um estado soberano. No entanto, os indígenas não tinham conhecimento prévio sobre o grupo.
A denúncia sobre os contratos foi feita pelo jornal boliviano El Deber, que revelou a falta de validade legal dos acordos, que eram inconstitucionais. O governo boliviano não reconhece Kailasa como um estado e, após a repercussão, deportou vinte membros do grupo, incluindo homens, mulheres e crianças de diversas nacionalidades. O líder do grupo, Nithyananda, tem um histórico criminal na Índia e permanece foragido.
Pedro Guasico, líder do povo Baure, relatou que foi contatado por um representante de Kailasa e, diante da crise climática que enfrentavam, a comunidade aceitou assinar o contrato, mas posteriormente se arrependeu ao perceber as cláusulas abusivas. O governo boliviano emitiu uma nota afirmando que não mantém relações diplomáticas com Kailasa, enquanto o grupo tentava estabelecer acordos semelhantes em outros países da América do Sul.
Especialistas alertam que a atuação de Kailasa pode estar ligada ao mercado de créditos de carbono, que permite a negociação de direitos sobre terras indígenas. Os contratos assinados pelo grupo ameaçam a autonomia dos povos indígenas, que podem ser enganados em busca de apoio para enfrentar crises ambientais. O advogado de Kailasa, Miguel Chumapi, negou que o grupo tenha interesse em mercados de carbono, afirmando que seu objetivo é apoiar os povos indígenas.
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