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Lula critica tarifas de Trump e defende união da América Latina na cúpula da Celac

Lula critica tarifas de Trump na cúpula da Celac e propõe candidatura única da região à ONU, destacando a urgência de união latino-americana.

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O presidente Lula criticou as tarifas comerciais de Donald Trump durante a cúpula da Celac, que aconteceu em Honduras. Ele disse que guerras comerciais não trazem benefícios e que tarifas injustas prejudicam a economia e aumentam os preços. Lula também falou sobre a situação dos imigrantes, mencionando que eles são tratados de forma ruim e deportados em condições difíceis. O Brasil apresentou três propostas, incluindo a ideia de ter uma mulher como candidata da região para a liderança da ONU no próximo ano. Também sugeriu reativar um grupo sobre migrações e fazer uma declaração sobre mulheres, paz e segurança. A cúpula enfrenta dificuldades, como a falta de acordo sobre a declaração final, e alguns países estão tentando se aproximar dos Estados Unidos, com a Argentina sendo um dos principais desafios. Lula destacou a importância da união na América Latina, alertando que a divisão pode levar a novos conflitos entre potências globais. Ele pediu que os países deixem suas diferenças de lado e trabalhem juntos.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou as tarifas comerciais impostas por Donald Trump durante a cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Honduras. Em seu discurso, Lula afirmou que “guerras comerciais não têm vencedores” e destacou que tarifas arbitrárias desestabilizam a economia nacional e elevam os preços. Ele também abordou políticas anti-imigração, mencionando que “migrantes são criminalizados e deportados sobre condições degradantes”.

O Brasil apresentou três propostas na cúpula, incluindo a candidatura única da região à liderança da Organização das Nações Unidas (ONU), preferencialmente de uma mulher, para o próximo ano. Além disso, o país sugeriu reativar um grupo de trabalho sobre migrações e elaborar uma declaração conjunta sobre mulheres, paz e segurança. A reunião ocorre em um contexto de tensões comerciais, especialmente após o aumento das tarifas por Trump.

A cúpula da Celac, que reúne trinta e três países, enfrenta desafios, como a falta de consenso sobre a declaração final. O processo tem sido marcado por dissidências e tentativas de aproximação de alguns governos latino-americanos em relação aos Estados Unidos, com a Argentina, aliada de Trump, sendo um dos principais obstáculos. O Brasil retornou à Celac em 2023, após ter se retirado em 2020 sob o governo de Jair Bolsonaro, que criticou a presença de regimes não-democráticos no bloco.

Lula enfatizou a importância da unidade na América Latina, alertando que a separação pode levar a uma nova divisão do globo entre superpotências. Ele afirmou que “o momento exige que deixemos as diferenças de lado”, ressaltando a necessidade de cooperação entre os países da região.

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