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Ministro Alexandre de Moraes é fotografado para a The New Yorker em dia de julgamento histórico

Ministro Alexandre de Moraes é alvo de críticas após ensaio fotográfico na The New Yorker no dia do julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fez um ensaio fotográfico para a revista The New Yorker no mesmo dia em que a Corte aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro e outros sete aliados, acusados de tentativa de golpe. O fotógrafo Fábio Setti registrou o encontro na manhã de 26 de março, durante um momento importante do julgamento. Setti descreveu a atmosfera como amistosa, apesar da expectativa de tensão.

O perfil de Moraes na revista fala sobre sua carreira e suas opiniões sobre desinformação nas redes sociais. Ele criticou a falta de regras para essas plataformas, dizendo que isso facilita a propagação de mentiras e discursos de ódio. Para ilustrar sua preocupação, Moraes afirmou que, se os nazistas tivessem acesso ao Twitter, poderiam ter dominado o mundo. A publicação gerou críticas entre os apoiadores de Bolsonaro, resultando na remoção das fotos do perfil do fotógrafo. A situação destaca a polarização política no Brasil e levanta questões sobre a imagem pública dos membros do Judiciário.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou de um ensaio fotográfico para a revista The New Yorker no dia em que a Primeira Turma da Corte aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e outros sete aliados, acusados de tentativa de golpe. O ensaio, realizado pelo fotógrafo brasileiro Fábio Setti, foi feito na manhã de 26 de março, durante um momento crucial do julgamento.

Setti descreveu o encontro como amistoso, apesar da expectativa de um clima tenso devido à gravidade do julgamento. A publicação do perfil de Moraes na revista, que destaca sua trajetória e opiniões sobre desinformação nas redes sociais, gerou críticas entre os apoiadores de Bolsonaro, levando à remoção das fotos do perfil do fotógrafo. O Estadão tentou contato com Setti, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

No perfil, Moraes discute a falta de regulamentação nas redes sociais, que, segundo ele, facilita a disseminação de desinformação e discursos de ódio. Ele exemplificou essa preocupação afirmando que, se os nazistas tivessem acesso ao X (antigo Twitter), poderiam ter conquistado o mundo. A análise de Moraes sobre a influência das redes sociais reflete um tema recorrente em debates sobre liberdade de expressão e responsabilidade digital.

A repercussão do ensaio e do julgamento destaca a polarização política no Brasil, especialmente em relação a figuras como Moraes e Bolsonaro. O contexto do julgamento e a escolha do ministro de participar de um ensaio fotográfico em um momento tão delicado geram discussões sobre a imparcialidade e a imagem pública dos membros do Judiciário.

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