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Policial militar é preso por homicídio após atirar em feirante na Zona Norte do Rio

Justiça mantém prisão de PM que matou feirante no Rio; esposa do sargento fez comentários desrespeitosos sobre a vítima após o crime.

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O terceiro-sargento Fernando Ribeiro Baraúna foi preso por ter confessado que matou o feirante Pedro Henrique Morato Dantas a tiros na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. A prisão dele foi transformada em preventiva. Ele usava uma pistola da Polícia Militar durante o crime. Um policial que atendeu a ocorrência disse que a arma tinha um carregador com 14 balas, o que indica que Baraúna trocou o carregador após atirar. Ele também mencionou ter outro carregador em seu carro, mas a polícia não o encontrou.

Testemunhas contaram que Baraúna chegou ao local dirigindo pela contramão e disparou sem avisar, apenas dizendo à vítima para “não correr”. Isso causou pânico entre Pedro Henrique e seus amigos, que acharam que era um assalto. A esposa do policial fez comentários desrespeitosos sobre a vítima, chamando-a de “cracudo” e insinuando que ele havia causado uma briga. A Corregedoria da Polícia Militar está investigando o caso.

O terceiro-sargento Fernando Ribeiro Baraúna permanece detido após a conversão de sua prisão em flagrante para preventiva. Ele foi preso no último domingo, após confessar ter assassinado o feirante Pedro Henrique Morato Dantas com disparos de arma de fogo na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. A decisão do juiz Patrick Couto Xerez Sobral destaca que a pistola utilizada no crime pertence à Polícia Militar.

Durante o depoimento, um policial militar que atendeu à ocorrência informou que Baraúna usava uma pistola Glock 22, que estava com um carregador contendo quatorze munições, o que sugere que ele trocou o carregador após os disparos. Após a detenção, o sargento mencionou ter outro carregador em seu veículo, mas este não foi encontrado pela equipe policial.

Testemunhas relataram que Baraúna chegou ao local dirigindo pela contramão e disparou sem aviso, apenas instruindo a vítima a “não correr”. A situação gerou pânico entre Pedro Henrique e seus amigos, que inicialmente pensaram se tratar de um assalto. A esposa do policial, após o crime, fez comentários desrespeitosos sobre a vítima, chamando-a de “cracudo” e insinuando que ele havia provocado uma briga.

A Corregedoria da Polícia Militar está investigando o caso internamente. O incidente levanta questões sobre a conduta de agentes de segurança e o uso de força letal em situações que poderiam ser evitadas.

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