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União Brasileira de Mulheres pede ao STF para anular audiência que absolveu réu de Mariana Ferrer

União Brasileira de Mulheres pede ao STF para anular absolvição de réu em caso de Mariana Ferrer, destacando a importância do tratamento às vítimas.

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A União Brasileira de Mulheres pediu ao Supremo Tribunal Federal para ajudar em um caso de Mariana Ferrer, que denunciou ter sido estuprada em 2018. O objetivo é anular a decisão que absolveu o réu. A entidade quer fornecer informações importantes ao tribunal, já que o caso é significativo e agora está sendo analisado pelo STF.

Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso decidiu que o recurso será examinado pelo gabinete de Alexandre de Moraes. Os onze ministros do STF vão primeiro verificar se o caso é relevante o suficiente para ser discutido. Se decidirem que sim, poderão reavaliar a audiência que absolveu o réu, o que pode levar a uma nova condenação.

A UBM argumenta que o Brasil, como signatário de tratados internacionais, deve garantir investigações sérias sobre crimes de violência sexual e que as vítimas tenham acesso à justiça sem sofrer mais abusos. A entidade destaca que a falta de condenação em um caso com provas claras prejudica os direitos das mulheres e pode desestimular outras vítimas a denunciarem.

Um ponto importante levantado pela defesa é o tratamento que Mariana recebeu durante a audiência, onde foi humilhada pelo advogado do réu. Os advogados afirmam que isso afetou seu depoimento e o processo legal. Mariana, que tinha 21 anos na época, foi dopada e estuprada, conforme indicado em um exame pericial.

A União Brasileira de Mulheres (UBM) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a atuação como “amigo da Corte” em um recurso da defesa de Mariana Ferrer, que denunciou ter sido estuprada em 2018. O objetivo é anular a audiência que resultou na absolvição do réu. A entidade busca contribuir com informações relevantes ao tribunal, dada a importância do caso, que agora avança no STF.

Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso determinou a distribuição do recurso, que está sob a análise do gabinete de Alexandre de Moraes. Inicialmente, os onze ministros do STF avaliarão se há repercussão geral, considerando a relevância econômica, política, social ou jurídica do caso. Se a Corte decidir pela repercussão, poderá reavaliar a audiência que absolveu o réu, abrindo a possibilidade de uma nova condenação.

A UBM argumenta que o Estado brasileiro, signatário de tratados internacionais, deve garantir investigações rigorosas sobre crimes de violência sexual e assegurar que as vítimas tenham acesso à justiça sem sofrer novas violências. A entidade ressalta que a falta de condenação em um caso com evidências técnicas compromete os direitos humanos das mulheres e desencoraja outras vítimas a denunciarem.

Um dos principais pontos levantados pela defesa é o tratamento que Mariana recebeu durante a audiência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), onde foi alvo de humilhações por parte do advogado do réu. Os advogados afirmam que esses ataques prejudicaram seu depoimento e o devido processo legal. Mariana, que tinha 21 anos na época, foi dopada e estuprada, conforme apontado em exame pericial.

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