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STF garante que aposentados do INSS não devolverão valores da revisão da vida toda

STF garante que aposentados do INSS não devolverão valores da "revisão da vida toda", protegendo decisões anteriores à mudança de entendimento.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que aposentados do INSS que receberam valores a mais por causa da “revisão da vida toda” não precisam devolver esse dinheiro. Essa decisão, tomada em 10 de abril de 2024, afeta mais de 140 mil ações judiciais e beneficia segurados que já tinham ganhado na Justiça antes da mudança de entendimento do STF. A “revisão da vida toda” permitia que aposentados recalculassem seus benefícios, incluindo contribuições feitas antes de julho de 1994. Embora essa possibilidade tenha sido aprovada em 2022, o STF mudou de ideia em 2024, limitando a escolha do cálculo mais vantajoso.

Os ministros decidiram que os valores recebidos de boa-fé não devem ser devolvidos, protegendo a expectativa dos segurados. O ministro Dias Toffoli defendeu essa proteção, argumentando que a mudança sem aviso prejudica quem já tinha decisões favoráveis. A proposta de garantir que os segurados não fossem cobrados por esses valores foi aceita por outros ministros. Além disso, o INSS não poderá reaver os valores pagos a mais até a nova decisão. A discussão sobre a “revisão da vida toda” ainda continua no STF, com um recurso da União em análise.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que receberam valores a mais em decorrência da “revisão da vida toda” não precisam devolver esses montantes. A decisão, anunciada em 10 de abril de 2024, afeta mais de 140 mil ações judiciais, beneficiando segurados que já haviam obtido decisões favoráveis antes da mudança de entendimento do STF sobre o tema.

A “revisão da vida toda” permitia que aposentados recalculassem seus benefícios, considerando contribuições feitas antes de julho de 1994. Embora a tese tenha sido aprovada em 2022, o STF alterou seu entendimento em 2024, restringindo a possibilidade de escolha do cálculo mais vantajoso para aposentadorias. Apesar disso, os ministros decidiram que os valores recebidos de boa-fé não devem ser devolvidos, protegendo a expectativa legítima dos segurados.

O ministro Dias Toffoli, defensor da não devolução, argumentou que a mudança de entendimento sem modulação prejudica aqueles que já haviam conquistado decisões favoráveis. A proposta de incluir explicitamente a proteção contra devolução foi aceita por outros ministros, consolidando a decisão unânime. Além disso, os segurados não poderão ser cobrados por custas processuais ou honorários advocatícios relacionados a esses valores.

O relator do caso, o ministro Kassio Nunes Marques, também destacou que o INSS não poderá reaver os valores pagos a mais até a data da nova decisão. A discussão sobre a “revisão da vida toda” ainda está em andamento no STF, com o recurso da União contra a decisão de 2022 permanecendo em análise.

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