No aeroporto Jorge Chávez, em Lima, aconteceu a repatriação das cinzas de Fernando Túpac Amaru Bastidas, descendente de Túpac Amaru II, após 241 anos. A cerimônia, realizada na madrugada de domingo, contou com a presença de pessoas vestidas com trajes andinos que tocaram conchas para marcar a chegada do cofre com os restos simbólicos de Fernando, que presenciou a execução brutal de seus pais pela Coroa espanhola em 1781. Ele foi exilado e morreu em Madrid em 1798, e sua história foi esquecida por muito tempo. O economista espanhol Aldo Olcese Santonja ajudou a organizar seu retorno, que foi recebido em um evento discreto, sem cobertura da imprensa, e sem um pedido de desculpas formal da Espanha. O ato gerou críticas de ativistas que apontaram a falta de reconhecimento da opressão histórica. Após a cerimônia em Lima, as cinzas seguiram para Cusco, onde uma multidão acompanhou o cofre, celebrando o retorno de Fernando como um momento importante para a memória histórica indígena.
No aeroporto Jorge Chávez, em Lima, uma cerimônia marcou a repatriação das cinzas de Fernando Túpac Amaru Bastidas, descendente de Túpac Amaru II, após 241 anos. O evento, realizado na madrugada do último domingo, contou com a presença de mulheres, homens e crianças vestidos com trajes andinos, que tocaram conchas para anunciar a chegada do cofre com os restos simbólicos de Fernando, que foi forçado a testemunhar a execução brutal de seus pais pela Coroa espanhola em 1781.
Fernando Túpac Amaru, que foi exilado e morreu em Madrid em 1798, teve sua história negligenciada por séculos. Sua repatriação foi facilitada pelo economista espanhol Aldo Olcese Santonja, que, após várias tentativas, conseguiu que o atual prefeito de Cusco, Luis Pantoja, e o Congresso peruano se mobilizassem para o retorno. As cinzas foram recebidas em uma cerimônia discreta, sem cobertura da imprensa, e não houve pedido de desculpas formal por parte da Espanha.
O ato gerou críticas de ativistas, que apontaram a falta de um reconhecimento adequado da história de opressão e injustiça. Um dos presentes denunciou que o evento foi “descafeinado” e que houve uma tentativa de minimizar a importância do passado. A repatriação, embora simbólica, foi vista como um passo importante para a memória histórica indígena, que há muito tempo busca reconhecimento.
Após a cerimônia em Lima, as cinzas seguiram para Cusco, onde uma multidão acompanhou o cofre do herdeiro de Túpac Amaru. O retorno de Fernando foi celebrado como um momento de ressignificação da memória histórica, com a atriz Ana Correa afirmando que tocar a urna foi como abraçá-lo e consolar sua dor. Os pututus (conchas) ecoaram nas ruas, simbolizando a conexão com a herança incaica e a luta por justiça social.
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