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Maria Elizabeth Rocha: a primeira mulher à frente do STM e sua luta contra a ditadura militar

Maria Elizabeth Rocha, primeira mulher a presidir o Superior Tribunal Militar, alerta sobre possíveis consequências para Jair Bolsonaro e generais envolvidos em tentativas golpistas. Ela compartilha como a ditadura militar impactou sua família, revelando a dor do desaparecimento de seu cunhado.

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A ministra Maria Elizabeth Rocha, que é a primeira mulher a presidir o Superior Tribunal Militar, disse que Jair Bolsonaro pode perder sua patente e salário de capitão do Exército por estar envolvido em uma suposta trama golpista. Em uma entrevista, ela afirmou que está pronta para lidar com pressões ao julgar não só o ex-presidente, mas também generais que tentaram desestabilizar a democracia. Rocha, casada com o general Romeu Costa Ribeiro Bastos, falou sobre como a ditadura militar afetou sua família, mencionando que o irmão de seu marido, Paulo Costa Ribeiro Bastos, é um dos quase nove mil desaparecidos políticos no Brasil. Ela ressaltou que a ditadura não escolhe suas vítimas e que muitos jovens não entendem o que é viver sob um regime autoritário. Rocha também comentou sobre a importância de um Judiciário forte e independente, comprometido com a justiça e a defesa do estado democrático de direito, afirmando que todos devem ser responsabilizados por suas ações.

A ministra Maria Elizabeth Rocha, primeira mulher a presidir o Superior Tribunal Militar (STM), afirmou que Jair Bolsonaro pode perder sua patente e salário de capitão do Exército devido a um suposto envolvimento em uma trama golpista. Em entrevista, ela se mostrou preparada para enfrentar pressões ao julgar não apenas o ex-presidente, mas também generais envolvidos na tentativa de desestabilizar a democracia.

Rocha, que é casada com o general Romeu Costa Ribeiro Bastos, compartilhou como a ditadura militar afetou sua família. O irmão de seu marido, Paulo Costa Ribeiro Bastos, é um dos quase nove mil desaparecidos políticos no Brasil. A ministra destacou que a ditadura não escolhe suas vítimas, atingindo jornalistas, militares e civis.

Ela enfatizou a importância de lembrar os horrores da repressão, afirmando que muitos jovens não compreendem o que é viver sob um regime ditatorial. Rocha relatou que seu sogro sofreu um AVC ao perceber que seu filho havia sido assassinado, refletindo o impacto emocional que a ditadura teve em sua família.

A ministra também comentou sobre a necessidade de um Judiciário independente e forte, capaz de resistir a pressões externas. Ela reafirmou seu compromisso com a justiça e a defesa do estado democrático de direito, ressaltando que todos devem ser responsabilizados por suas ações.

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