Movimentos sociais e centrais sindicais que apoiam o governo de Lula iniciaram uma consulta popular em São Paulo. O objetivo é ouvir a população sobre temas como a redução da jornada de trabalho e a taxação de altos rendimentos. A consulta, marcada para setembro, busca mobilizar apoio para as eleições de 2026, em um momento em que Lula enfrenta baixa popularidade. Participam da iniciativa partidos de esquerda, como PT, Psol e PC do B.
Os organizadores chamam a consulta de “plebiscito popular” e querem discutir três questões principais: a redução da jornada de trabalho sem perda de salário, o fim da escala 6×1 e a taxação de rendimentos acima de R$ 50 mil para compensar a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Embora não tenha caráter oficial, a consulta pode pressionar o Legislativo e o Executivo a avançar nas pautas. Pesquisas mostram que a maioria da população apoia essas propostas. O lançamento da consulta ocorreu na Faculdade de Direito da USP e reuniu várias lideranças da esquerda.
Movimentos sociais e centrais sindicais que apoiam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciaram uma consulta popular em São Paulo, com o objetivo de ouvir a população sobre temas como redução da jornada de trabalho e taxação de altos rendimentos. A consulta, programada para setembro, visa mobilizar apoio para as eleições de 2026, em um momento em que Lula enfrenta sua pior crise de popularidade. A iniciativa conta com a participação de partidos de esquerda, como PT, Psol e PC do B.
Os organizadores, que chamam a consulta de “plebiscito popular”, pretendem abordar três questões principais: a redução da jornada de trabalho sem perda salarial, o fim da escala 6×1 e a taxação de rendimentos acima de R$ 50 mil para compensar a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Embora a consulta não tenha caráter oficial, pode servir como pressão para que o Legislativo e o Executivo avancem nas pautas.
A proposta de justiça tributária, que inclui a mudança no IR, enfrenta resistência no Congresso, especialmente entre parlamentares que se opõem a aumentar a carga tributária sobre a classe alta. Segundo Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), a mobilização social pode beneficiar o governo, que busca apoio popular para suas propostas. Pesquisas indicam que 64% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 e 76% são favoráveis à taxação de rendimentos mais altos.
O lançamento da consulta ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e reuniu diversas lideranças da esquerda, como o ex-ministro José Dirceu. A presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), Manuella Mirella, destacou a importância de isolar a extrema direita e de mostrar a diferença entre os projetos políticos. A consulta também é vista como uma oportunidade para organizar a sociedade em torno de temas que impactam diretamente a vida dos cidadãos.
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