O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu uma audiência pública sobre a venda de 35 fazendas em 24 municípios, que estava marcada para 14 de abril. A decisão foi tomada após um pedido da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo, que argumentou que a Constituição exige que o Legislativo seja consultado antes de tais vendas. O governo de Tarcísio de Freitas defende a venda, afirmando que as fazendas são áreas ociosas que não geram retorno financeiro. O secretário da Agricultura, Guilherme Piai, disse que o objetivo é arrecadar dinheiro para melhorar os salários dos pesquisadores e que as fazendas não estão ligadas a atividades de pesquisa. No entanto, pesquisadores alertam que a venda pode prejudicar áreas importantes para estudos científicos e a preservação ambiental, citando a Fazenda Santa Elisa, que abriga um dos maiores bancos de germoplasma de café do Brasil. A APqC critica a falta de estudos sobre os impactos da venda e questiona como os recursos obtidos serão utilizados, ressaltando que muitas dessas áreas têm valor histórico e científico significativo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu uma audiência pública sobre a venda de 35 fazendas em 24 municípios, programada para 14 de abril. A decisão atendeu a um pedido da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que argumenta que a Constituição exige consulta ao Legislativo para tais vendas.
O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) defende a venda das propriedades, alegando que são áreas ociosas sem retorno financeiro. O secretário da Agricultura, Guilherme Piai, afirmou que o objetivo é gerar receita para melhorar salários de pesquisadores e que as fazendas em questão não estão ligadas a atividades de pesquisa.
Pesquisadores, por outro lado, alertam que a venda pode comprometer áreas importantes para estudos científicos e a preservação ambiental. A Fazenda Santa Elisa, ligada ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é um exemplo, pois abriga um dos maiores bancos de germoplasma de café do Brasil.
A APqC critica a falta de estudos que avaliem os impactos da venda e questiona o destino dos recursos obtidos. Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC, destacou que muitas dessas áreas têm valor histórico e científico significativo, e que a venda pode resultar em um desmonte do sistema de pesquisa pública no estado.
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