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Gilmar Mendes critica Lava Jato e defende Alexandre de Moraes em Harvard

Gilmar Mendes, do STF, critica a Lava Jato como "organização criminosa" e defende Alexandre de Moraes em embate com Sérgio Moro.

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou a Operação Lava Jato durante a Brazil Conference em Harvard, chamando-a de “organização criminosa” e comparando suas práticas ao Primeiro Comando da Capital, uma facção criminosa. Mendes afirmou que se orgulha de ter ajudado a desmantelar a operação. Ele também defendeu seu colega Alexandre de Moraes, dizendo que não há razão para afastá-lo de seus julgamentos, já que ele não age em interesse próprio, ao contrário de Sérgio Moro, que se associou a Jair Bolsonaro. Mendes ironizou um encontro com Bolsonaro, onde o ex-presidente admitiu ter errado ao nomear Moro, sugerindo que seu maior acerto foi tirá-lo de Curitiba. Além disso, Mendes negou que o STF esteja praticando ativismo judicial, afirmando que as críticas vêm da falta de entendimento sobre as funções da Corte, e destacou a importância do tribunal em momentos como a pandemia de covid-19, quando o governo hesitou em comprar vacinas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou a Operação Lava Jato durante a Brazil Conference em Harvard, chamando-a de “organização criminosa”. Ele comparou as práticas da operação a ações do Primeiro Comando da Capital (PCC), destacando que se orgulha de ter contribuído para seu desmanche.

Mendes refutou comparações entre seu colega de Corte, Alexandre de Moraes, e o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. Ele afirmou que não há justificativa para afastar Moraes de seus julgamentos, ressaltando que ele não está agindo em interesse próprio. Para Mendes, Moro se associou a Jair Bolsonaro e, por isso, não pode ser comparado a Moraes.

Durante o evento, Mendes também comentou sobre a suspeição de Moro, que foi declarado suspeito pelo STF em dois mil e vinte e um ao condenar Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro ironizou um encontro com Bolsonaro, onde o ex-presidente admitiu ter cometido erros ao nomear Moro, sugerindo que seu maior acerto foi tirá-lo de Curitiba.

Além disso, Mendes negou a existência de ativismo judicial por parte do STF, afirmando que a crítica decorre da falta de compreensão das competências da Corte. Ele destacou que a atuação do tribunal tem sido crucial em momentos como a pandemia de covid-19, quando o governo relutou em adquirir vacinas.

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