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Governo amplia faixa de renda do Minha Casa, Minha Vida para atender classe média

Ministro Jader Barbalho Filho amplia o Minha Casa, Minha Vida para a classe média, buscando reverter a queda de popularidade do governo Lula.

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O governo de Lula ampliou o programa Minha Casa, Minha Vida para incluir pessoas com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, pois essa faixa está sem acesso a crédito imobiliário. O ministro Jader Barbalho Filho explicou que muitos brasileiros estão retirando dinheiro da poupança, que é a principal fonte de financiamento para a compra de imóveis, o que dificultou a situação. Essa mudança no programa busca melhorar a popularidade do governo, que caiu recentemente. Jader negou que a medida tenha um objetivo eleitoral, afirmando que todos os governos querem ser populares. Ele também defendeu que o MDB, partido ao qual pertence, apoie a candidatura de Lula em 2026, embora essa ideia não seja aceita por todos no partido. Jader acredita que Lula pode recuperar sua popularidade até 2026, citando a previsão de uma boa safra de alimentos e mudanças na comunicação do governo como fatores positivos. Recentemente, a aprovação do governo subiu de 24% para 29%, mostrando um leve aumento na aceitação do presidente.

O governo federal, liderado pelo presidente Lula, anunciou a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para atender a faixa de renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, justificou a medida pela falta de crédito imobiliário, que deixou essa parcela da população “desatendida”. Os saques da poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional, aumentaram significativamente, atingindo R$ 45,7 bilhões no primeiro trimestre de 2023.

A ampliação do MCMV surge em um contexto de queda de popularidade do governo Lula, que busca atrair a classe média. Jader Barbalho Filho negou que a medida tenha um viés eleitoreiro, afirmando que todo governo deseja popularidade. Ele destacou que a alta da taxa Selic, atualmente em 14,25%, tem dificultado o acesso ao crédito, afetando diretamente a capacidade de financiamento da classe média.

O ministro também defendeu que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) apoie a candidatura de Lula em 2026, considerando isso uma “questão de coerência”. No entanto, essa posição não é unânime dentro do partido, com críticas de figuras como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Jader enfatizou que o MDB possui ministérios importantes no governo e que o apoio a Lula deve ser discutido respeitando as realidades locais.

Jader Barbalho Filho acredita que Lula pode reverter a queda na popularidade até 2026, citando fatores como a previsão de uma supersafra que pode reduzir os preços dos alimentos e a nova estratégia de comunicação do governo. A aprovação do governo subiu de 24% em fevereiro para 29% em abril, segundo pesquisa Datafolha, indicando um leve otimismo em relação à recuperação da imagem do presidente.

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