Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Plataformas digitais devem manter credibilidade ao evitar alinhamentos políticos com governos

Plataformas digitais enfrentam dilemas de credibilidade ao se alinhar a governos, alerta pesquisador sobre moderação de conteúdo.

0:00
Carregando...
0:00

Joan Barata, pesquisador do Future of Free Speech, afirmou que as plataformas digitais podem definir suas próprias regras de moderação, mas isso pode prejudicar sua credibilidade se se alinharem a governos. Ele defendeu a importância do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que exige uma ordem judicial para a remoção de conteúdo, como essencial para proteger a liberdade de expressão. Barata criticou a intervenção do Estado na moderação de conteúdos legais, pois isso pode levar a decisões arbitrárias. Ele destacou que as plataformas devem ter autonomia para decidir o que é aceitável, desde que respeitem a lei, e que a moderação deve ser justa e transparente. Além disso, Barata alertou sobre os perigos de decisões judiciais que bloqueiam aplicativos, considerando isso uma medida desproporcional que afeta a liberdade de expressão. Ele concluiu que a legislação deve ter regras claras para garantir que a moderação respeite os direitos humanos e a liberdade de expressão.

Plataformas digitais têm liberdade para definir suas políticas de moderação de conteúdo, mas podem perder credibilidade ao se alinhar a governos. Joan Barata, pesquisador do Future of Free Speech, expressou essa visão em entrevista ao Estadão, destacando a importância do Artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Barata defende que o Artigo 19, que exige ordem judicial para a remoção de conteúdo, é crucial para a liberdade de expressão. Ele critica a intervenção estatal na moderação de conteúdos legais, afirmando que isso pode levar a decisões arbitrárias. O pesquisador ressalta que o Estado não deve definir o que é prejudicial se for legal, pois isso compromete a liberdade de expressão.

Ele também enfatiza que as plataformas devem ter a autonomia de decidir o que é aceitável em suas redes, desde que respeitem a legislação. Barata sugere que a moderação deve ser justa e equilibrada, levando em conta os direitos fundamentais, e que as plataformas devem ser transparentes em suas decisões.

Por fim, Barata alerta sobre os riscos de decisões judiciais que bloqueiam aplicativos, considerando isso uma medida desproporcional que afeta a liberdade de expressão. Ele conclui que a legislação deve estabelecer procedimentos claros para garantir que a moderação de conteúdo respeite os direitos humanos e a liberdade de expressão.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais