Sérgio Ferro, arquiteto e artista, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de São Paulo (USP) em março de 2025. Essa homenagem, proposta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e apoiada por estudantes, reconhece sua contribuição acadêmica e política em um momento de reflexão sobre a história e a defesa da democracia no Brasil. Ferro foi membro da Ação Libertadora Nacional e enfrentou repressão durante a ditadura civil-militar, incluindo prisão e tortura. Após ser libertado, ele foi afastado da USP e se exilou na França, onde se tornou professor e artista plástico. Sua trajetória é celebrada em uma mostra no Museu de Arte Contemporânea da USP, junto com o relançamento de seu livro “Arquitetura e Trabalho Livre”. O trabalho de Ferro critica a construção civil e propõe uma arquitetura alternativa, conectando-se a movimentos sociais como os dos trabalhadores sem-terra e sem-teto. A concessão do título a Ferro é vista como uma reparação histórica e um reconhecimento de sua luta e obra, reafirmando o compromisso da USP com a memória e a defesa da democracia em um momento de reavaliação da história do país.
Sérgio Ferro, arquiteto e artista, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de São Paulo (USP) em março de 2025. A homenagem, proposta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e apoiada por estudantes, reconhece sua contribuição acadêmica e política em um contexto de reflexão sobre a história e a defesa da democracia no Brasil.
Ferro, que foi membro da Ação Libertadora Nacional, enfrentou repressão durante a ditadura civil-militar, incluindo prisão e tortura. Após ser libertado, foi afastado da USP e se exilou na França, onde se tornou professor e artista plástico. Sua trajetória é celebrada em uma mostra retrospectiva no Museu de Arte Contemporânea da USP, acompanhada pelo relançamento de seu livro “Arquitetura e Trabalho Livre”.
O trabalho de Ferro critica o papel do desenho na construção civil, destacando a extração de mais-valia e propondo uma arquitetura alternativa que dialoga com a pedagogia do oprimido de Paulo Freire. Ele se aproximou de movimentos sociais, como os dos trabalhadores sem-terra e sem-teto, mantendo-se uma referência política para estudantes da USP.
A concessão do título a Ferro é vista como uma reparação histórica e um reconhecimento de sua luta e obra. A USP, ao homenagear Ferro em vida, reafirma seu compromisso com a memória e a defesa da democracia, especialmente em um momento em que a história do país é reavaliada.
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